Punção da Veia Jugular Interna: Técnica e Posicionamento

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024

Enunciado

Inegável a evolução dos dispositivos de imagens nos últimos anos, que aumentaram a segurança durante o implante de um Cateter Venoso Central (CVC). Em relação às técnicas necessárias para esse procedimento, podemos afirmar: 

Alternativas

  1. A) A punção da veia jugular interna (VJI), pelo acesso anterior, deve ser feita com o paciente em posição de Trendelemburg a 15 graus, com discreta rotação contralateral da cabeça (apoiada sobre coxins), mantendo-a próxima da linha média.
  2. B) O ponto mais indicado para a punção da VJI, pelo acesso posterior, é no cruzamento da veia jugular externa com a borda anterior do Músculo Esternocleidomastoideu (MECM). Transdutor, seringa e agulha devem estar posicionados e alinhados paralelamente ao ventre anterior do MECM em direção ao mamilo ipsilateral.
  3. C) A TVP (Trombose Venosa Profunda) prévia parcial não é considerada contraindicação para o CVC na veia escolhida.
  4. D) O triângulo imaginário de Haseelbach, formado medialmente pelo ventre esternal e lateralmente pelo ventre clavicular do músculo esternocleidomastóideo (MECM) e tendo como base a clavícula, é a principal referência anatômica para punções da VJID (Veia Jugular Interna Direita).

Pérola Clínica

Punção VJI anterior → Trendelenburg 15° + rotação contralateral discreta da cabeça.

Resumo-Chave

A posição de Trendelenburg a 15 graus aumenta a pressão venosa central e distende a veia jugular interna, facilitando a punção e reduzindo o risco de embolia gasosa. A rotação contralateral discreta da cabeça expõe melhor o triângulo de Sedillot, mas rotações excessivas podem sobrepor a veia à artéria carótida.

Contexto Educacional

O implante de Cateter Venoso Central (CVC) é um procedimento comum em diversas especialidades médicas, sendo a punção da veia jugular interna (VJI) uma das abordagens mais utilizadas. A segurança do procedimento tem sido aprimorada com o uso crescente da ultrassonografia, mas o conhecimento anatômico e da técnica correta continua sendo fundamental para minimizar complicações. A técnica para a punção da VJI pelo acesso anterior (ou central) envolve o posicionamento do paciente em Trendelenburg a 15 graus, o que auxilia na distensão da veia e na prevenção de embolia gasosa. A cabeça deve ser discretamente rodada para o lado contralateral, expondo o triângulo de Sedillot (formado pelas cabeças esternal e clavicular do músculo esternocleidomastóideo e a clavícula). A punção é geralmente realizada no ápice desse triângulo, direcionando a agulha caudalmente em direção ao mamilo ipsilateral. É crucial evitar rotações excessivas da cabeça, que podem deslocar a VJI medialmente e sobrepô-la à artéria carótida, aumentando o risco de punção arterial. A trombose venosa profunda prévia na veia escolhida é uma contraindicação importante, pois pode dificultar a passagem do fio-guia e do cateter, além de aumentar o risco de embolia. O triângulo de Sedillot (ou triângulo de Haseelbach, como mencionado na alternativa D, que é um erro comum de nomenclatura para o triângulo inguinal) é a principal referência anatômica para a VJI.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da posição de Trendelenburg na punção da VJI?

A posição de Trendelenburg a 15 graus aumenta o retorno venoso e a pressão venosa central, distendendo a veia jugular interna e tornando-a mais fácil de puncionar. Além disso, essa posição ajuda a reduzir o risco de embolia gasosa durante o procedimento.

Por que a rotação da cabeça deve ser discreta na punção da VJI?

Uma rotação discreta contralateral da cabeça expõe adequadamente o triângulo de Sedillot, facilitando a identificação da veia. Rotações excessivas podem deslocar a veia jugular interna medialmente, sobrepondo-a à artéria carótida, aumentando o risco de punção arterial acidental.

A trombose venosa profunda prévia é uma contraindicação para CVC?

Sim, a trombose venosa profunda prévia no local escolhido é considerada uma contraindicação relativa ou absoluta, dependendo da extensão e cronicidade. Isso se deve ao risco aumentado de complicações como embolia pulmonar e à dificuldade técnica de passagem do fio-guia e do cateter.

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