Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
A complicação mais comum relacionada ao uso de cateter venoso destinado à infusão de nutrição parenteral total é:
Infecção de sítio de inserção é a complicação mais comum de cateter venoso para NPT.
Cateteres venosos centrais, especialmente para Nutrição Parenteral Total (NPT), são portas de entrada para microrganismos. A infecção no sítio de inserção é a complicação mais frequente, podendo evoluir para infecção de corrente sanguínea (sepse).
O uso de cateteres venosos centrais (CVC) é fundamental na prática médica para diversas finalidades, incluindo a administração de nutrição parenteral total (NPT), medicamentos vasoativos, quimioterapia e monitorização hemodinâmica. No entanto, sua utilização não é isenta de riscos, sendo as complicações infecciosas as mais frequentes e preocupantes, com impacto significativo na morbimortalidade e nos custos hospitalares. A fisiopatologia das infecções relacionadas a CVC geralmente envolve a migração de microrganismos da pele do paciente para o sítio de inserção do cateter, formando um biofilme na superfície externa ou interna do dispositivo. Os principais agentes etiológicos são bactérias Gram-positivas, como Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus aureus, mas Gram-negativos e fungos também podem estar envolvidos. A suspeita de infecção deve surgir com sinais inflamatórios locais (dor, calor, rubor, edema, secreção) ou sistêmicos (febre, calafrios, hipotensão), especialmente em pacientes com NPT. A complicação mais comum relacionada ao uso de CVC, especialmente para NPT, é a infecção do sítio de inserção do cateter. Embora a sepse relacionada ao cateter seja uma complicação grave, a infecção localizada é mais prevalente e, se não tratada, pode progredir para infecção de corrente sanguínea. O manejo inclui a remoção do cateter infectado, cultura da ponta do cateter e antibioticoterapia empírica, ajustada conforme a cultura e o antibiograma. A prevenção é primordial, baseada em protocolos rigorosos de inserção e manutenção, como a técnica asséptica e a higiene das mãos.
Fatores de risco incluem tempo prolongado de permanência do cateter, manipulação frequente, imunossupressão do paciente, tipo de cateter (multilúmen), local de inserção (femoral > jugular > subclávia) e falha nas técnicas de assepsia.
A prevenção envolve higiene das mãos rigorosa, técnica asséptica durante a inserção e manipulação, uso de clorexidina alcoólica para antissepsia da pele, cobertura estéril do sítio de inserção, remoção precoce do cateter quando não mais necessário e treinamento da equipe.
A infecção de sítio de inserção é uma infecção localizada na pele ao redor do cateter, enquanto a sepse relacionada a cateter é uma infecção de corrente sanguínea onde o cateter é a fonte primária, com hemoculturas positivas e sinais sistêmicos de infecção.
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