Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Assinale a alternativa que apresenta uma das principais situações de doenças que a ventilação com cateter nasal de alto fluxo pode auxiliar:
Cateter nasal alto fluxo → insuficiência respiratória hipoxêmica (ex: bronquiolite).
O cateter nasal de alto fluxo é eficaz em doenças respiratórias hipoxêmicas, como a bronquiolite, pois fornece oxigênio aquecido e umidificado com fluxo elevado, gerando uma pressão positiva nas vias aéreas, reduzindo o espaço morto e melhorando a oxigenação e o conforto respiratório.
O cateter nasal de alto fluxo (CNAF) é uma modalidade de suporte ventilatório não invasivo que tem ganhado destaque, especialmente em pediatria. Ele fornece uma mistura de ar e oxigênio aquecida e umidificada a fluxos muito elevados, que podem exceder a demanda inspiratória do paciente. Seus principais mecanismos de ação incluem a lavagem do espaço morto nasofaríngeo, a geração de uma pressão positiva nas vias aéreas (efeito PEEP), a melhora da complacência pulmonar e a redução do trabalho respiratório. As principais indicações para o CNAF são as condições de insuficiência respiratória hipoxêmica, onde há dificuldade na oxigenação. A bronquiolite viral aguda é um exemplo clássico em que o CNAF tem demonstrado eficácia, reduzindo a necessidade de intubação e o tempo de internação. Outras indicações incluem pneumonia, asma, e como suporte pós-extubação. É importante ressaltar que o CNAF não é ideal para pacientes com insuficiência respiratória hipercápnica grave, instabilidade hemodinâmica, apneia ou rebaixamento do nível de consciência, onde a ventilação mecânica invasiva pode ser necessária. A monitorização cuidadosa do paciente é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento e identificar sinais de falha terapêutica.
O cateter nasal de alto fluxo atua lavando o espaço morto nasofaríngeo, gerando uma pressão positiva nas vias aéreas (efeito PEEP), aquecendo e umidificando o gás, e fornecendo um fluxo que excede a demanda inspiratória do paciente, reduzindo o trabalho respiratório.
É mais indicado para doenças respiratórias hipoxêmicas, como bronquiolite viral aguda, pneumonia, asma e como suporte pós-extubação, onde o principal problema é a oxigenação e o conforto respiratório.
Embora possa ter um efeito limitado na lavagem de CO2, o cateter nasal de alto fluxo não é a primeira escolha para insuficiência respiratória hipercápnica grave. Nesses casos, ventilação não invasiva com pressão positiva (BiPAP/CPAP) ou ventilação mecânica invasiva são geralmente mais eficazes.
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