CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre a formação de catarata, assinale a alternativa correta.
Catarata subcapsular posterior → Piora visual em claridade devido à miose pupilar.
A catarata subcapsular posterior envolve migração de células epiteliais para o polo posterior; a miose na claridade restringe a luz à área opaca, degradando a visão.
A catarata subcapsular posterior (CSP) é caracterizada pela migração de células epiteliais do equador para o polo posterior do cristalino, onde se transformam em células de Wedl (bexigoides). Por estar localizada no eixo visual e próxima ao ponto nodal do sistema óptico ocular, a CSP causa sintomas desproporcionais à sua densidade, especialmente em condições de miose (luz intensa), onde a pupila fecha sobre a opacidade. É importante diferenciar os tipos de catarata por seus sintomas: a nuclear causa miopização e perda de contraste; a cortical causa diplopia monocular e glare noturno; e a subcapsular posterior causa ofuscamento diurno severo. O glaucoma facoanafilático, mencionado em alternativas de provas, é uma reação inflamatória granulomatosa rara a proteínas do cristalino após trauma ou cirurgia, diferente do glaucoma facolítico, que ocorre por obstrução do trabéculo por proteínas em cataratas hipermaduras.
A catarata subcapsular posterior (CSP) localiza-se na região central do polo posterior do cristalino, exatamente no eixo visual. Em ambientes muito iluminados, ocorre a miose pupilar (contração da pupila). Como a pupila se fecha, a luz que entra no olho é obrigada a passar quase inteiramente pela porção central do cristalino, onde a opacidade está concentrada. Isso causa uma dispersão de luz intensa e ofuscamento (glare), reduzindo drasticamente a acuidade visual. Em ambientes escuros, a midríase permite que a luz passe pelas áreas periféricas ainda transparentes do cristalino, melhorando a visão do paciente.
As células de Wedl, também chamadas de células bexigoides, são células epiteliais do cristalino que sofreram uma diferenciação e migração anormais. Na fisiopatologia da catarata subcapsular posterior, as células epiteliais da região equatorial migram para trás, situando-se entre a cápsula posterior e as fibras corticais. Elas aumentam de volume e tornam-se vacuoladas, formando a opacidade característica. Essas células são marcadores histopatológicos dessa forma de catarata, que frequentemente está associada ao uso de corticoides, diabetes mellitus ou radiação ionizante.
A catarata nuclear ocorre devido à compactação e esclerose das fibras centrais do cristalino. Esse processo aumenta o índice de refração do núcleo lenticular. Como o cristalino se torna mais 'potente' opticamente, ele converge a luz com mais força, o que induz uma mudança miópica (miopização). É comum que pacientes idosos relatem que voltaram a conseguir ler sem óculos (a chamada 'segunda visão'), pois a miopia induzida pela catarata compensa a presbiopia pré-existente, embora a qualidade visual geral diminua devido à opacificação e perda de sensibilidade ao contraste.
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