Catarata Polar Posterior: Riscos da Hidrodissecção

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Paciente apresenta catarata abaixo. Qual dos passos cirúrgicos têm maior potencial de complicação?

Alternativas

  1. A) Aspiração cortical.
  2. B) Hidrodissecção.
  3. C) Implante De Lente Intraocular.
  4. D) Hidrodelineação.

Pérola Clínica

Catarata Polar Posterior → Evitar Hidrodissecção → Risco ↑ de Ruptura Capsular.

Resumo-Chave

Na catarata polar posterior, a cápsula posterior é extremamente frágil ou ausente na zona da opacidade; a pressão da hidrodissecção causa ruptura imediata.

Contexto Educacional

A catarata polar posterior representa um desafio cirúrgico devido à malformação da cápsula posterior. O manejo exige técnicas de 'soft shell' e a substituição da hidrodissecção pela hidrodelineação. Estudos mostram que a incidência de ruptura capsular cai drasticamente quando o cirurgião identifica a patologia no pré-operatório e evita manobras que aumentem a pressão intracapsular posterior.

Perguntas Frequentes

Por que a hidrodissecção é perigosa na catarata polar posterior?

Neste tipo de catarata, a opacidade está intimamente aderida à cápsula posterior, que pode ser congenitamente fina ou deiscente. O fluxo de fluido da hidrodissecção cria uma pressão hidrostática que rompe essa zona de fraqueza.

Qual a alternativa à hidrodissecção nestes casos?

A técnica recomendada é a hidrodelineação, que separa o núcleo do epinúcleo, criando um 'colchão' protetor de epinúcleo que mantém a integridade da cápsula posterior durante a facoemulsificação.

Como manejar a ruptura capsular se ela ocorrer?

Se houver ruptura, deve-se evitar a aspiração de vítreo pelo facoemulsificador, realizar vitrectomia anterior via pars plana ou limbar e avaliar o suporte capsular para implante de LIO no sulco ou fixação.

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