CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2020
Sobre a figura abaixo, é correto afirmar que:
Catarata de núcleo fetal → Geralmente pequena, não obstrui o eixo visual e não causa baixa visão grave.
Opacidades nucleares fetais são frequentemente estacionárias e centrais, permitindo o desenvolvimento visual normal sem necessidade de cirurgia imediata.
A catarata congênita é uma das principais causas de cegueira evitável na infância. No entanto, a morfologia da catarata dita a urgência do tratamento. A catarata de núcleo fetal é frequentemente um achado de exame e não interfere significativamente na acuidade visual, ao contrário da catarata zonular (lamelar) ou polar posterior, que podem ser mais densas. A herança mais comum para cataratas congênitas isoladas é autossômica dominante, embora existam formas ligadas ao X e recessivas associadas a síndromes metabólicas. O manejo conservador com correção refracional e, se necessário, oclusão para tratar ambliopia leve, é preferível à cirurgia precoce em casos de opacidades não ambliogênicas.
A catarata de núcleo fetal é uma opacidade congênita que ocorre no núcleo formado entre o terceiro e o oitavo mês de gestação. Ela se apresenta como uma opacidade central, muitas vezes puntiforme ou pulverulenta, localizada entre as suturas em 'Y' do cristalino.
A cirurgia (facectomia) é indicada quando a opacidade é maior que 3 mm, central, e obstrui o eixo visual de forma a impedir o desenvolvimento da visão (risco de ambliopia). No caso da catarata de núcleo fetal, como a opacidade costuma ser pequena e não progressiva, a conduta é geralmente expectante.
O risco é baixo se a opacidade for pequena e permitir a formação de uma imagem nítida na retina. O acompanhamento periódico com teste de acuidade visual e avaliação do reflexo vermelho é essencial para garantir que a visão está se desenvolvendo simetricamente.
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