Cirurgia de Catarata após Glaucoma: Quando Operar?

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Assinale a alternativa correta em relação à realização de cirurgia de catarata em pacientes com cirurgia prévia de glaucoma.

Alternativas

  1. A) A técnica utilizada para extração da catarata não influencia no funcionamento da ampola filtrante ou no controle da pressão intraocular.
  2. B) Não é recomendada a realização de cirurgia de catarata com intervalo inferior a 6 meses após a última trabeculectomia.
  3. C) A pressão intraocular pré-operatória não é um bom preditivo da manutenção do funcionamento da ampola filtrante ou do controle da pressão intraocular após a cirurgia.
  4. D) As altas taxas de fluxo durante a facoemulsificação levam ao aumento do tamanho da ampola filtrante e consequente redução da pressão intraocular pós-operatória.

Pérola Clínica

Cirurgia de catarata pós-TREC → Aguardar ≥ 6 meses para preservar a ampola.

Resumo-Chave

O intervalo de 6 meses visa a estabilização da cicatrização da ampola filtrante, reduzindo o risco de falência por inflamação pós-facoemulsificação.

Contexto Educacional

A cirurgia de catarata em olhos com trabeculectomia prévia exige cautela. A manipulação cirúrgica e a liberação de citocinas inflamatórias podem estimular a proliferação fibroblástica no sítio da TREC. Estudos sugerem que quanto maior o intervalo entre os procedimentos, menor o risco de falência da ampola, sendo 6 meses o tempo padrão aceito na literatura.

Perguntas Frequentes

Qual o intervalo ideal entre TREC e catarata?

Recomenda-se aguardar pelo menos 6 meses após a realização da trabeculectomia para que a ampola filtrante esteja estável antes de submeter o paciente à facoemulsificação.

A facoemulsificação afeta a TREC?

Sim, a inflamação intraocular gerada pela cirurgia de catarata pode estimular a fibrose da ampola filtrante, comprometendo o controle da pressão intraocular a longo prazo.

A PIO pré-operatória é importante?

Sim, a pressão intraocular pré-operatória e o estado da ampola são bons preditivos para a manutenção do controle pressórico após a cirurgia de catarata.

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