Fatores de Risco para Catarata: Guia para Residência

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006

Enunciado

Fatores de risco para catarata:

Alternativas

  1. A) Sexo, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica
  2. B) Sexo, idade, uso de computadores
  3. C) Idade, classe social, raça
  4. D) Corticoterapia, exposição ao sol, diabetes

Pérola Clínica

Corticoides + DM + Exposição Solar → Principais fatores de risco modificáveis para catarata.

Resumo-Chave

A catarata é multifatorial; o uso prolongado de corticoides (especialmente subcapsular posterior) e o descontrole glicêmico aceleram a opacificação.

Contexto Educacional

A catarata representa a principal causa de cegueira reversível no mundo. O conhecimento dos fatores de risco é crucial para a medicina preventiva e para o manejo de pacientes com doenças crônicas. Além da idade (fator principal), condições metabólicas e iatrogênicas devem ser monitoradas de perto pelo oftalmologista. Estudos epidemiológicos reforçam que a cessação do tabagismo e a proteção contra raios UV são medidas eficazes na redução da progressão da opacidade. Na prática clínica, identificar esses fatores ajuda a prever o prognóstico visual e a necessidade de intervenção cirúrgica precoce.

Perguntas Frequentes

Como o uso de corticoides induz a catarata?

O uso prolongado de corticoides, seja por via sistêmica, tópica ou inalatória, está fortemente associado ao desenvolvimento de catarata, classicamente do tipo subcapsular posterior. O mecanismo envolve a alteração na homeostase das proteínas do cristalino e na proliferação de células epiteliais, levando à opacificação precoce em comparação à catarata senil nuclear comum.

Qual a relação entre Diabetes Mellitus e catarata?

Pacientes diabéticos apresentam um risco significativamente maior de desenvolver catarata precocemente. Isso ocorre devido ao acúmulo de sorbitol no cristalino via via dos polióis, gerando estresse osmótico e hidratação das fibras lenticulares, além da glicação de proteínas estruturais que favorece a perda da transparência.

A radiação solar realmente afeta o cristalino?

Sim, a exposição crônica à radiação ultravioleta (UV-B) é um fator de risco estabelecido. A radiação promove a formação de radicais livres e danos oxidativos às proteínas do cristalino (cristalinas), resultando em agregação proteica e pigmentação amarelada/acastanhada característica da catarata nuclear.

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