Impetigo: Antibióticos Sistêmicos e MRSA

HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021

Enunciado

Em casos de impetigo, algumas vezes é necessário o uso de antibióticos sistêmicos. Sobre essa conduta, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A penicilina benzatina é uma das drogas de escolha
  2. B) A eritromicina é uma das drogas indicadas nesses casos
  3. C) As cefalosporinas de primeira geração são as medicações de primeira escolha
  4. D) Os casos de S. aureus meticilina resistentes podem ser tratados com vancomicina ou sulfametoxazol + trimetoprima
  5. E) Nenhuma das anteriores.

Pérola Clínica

Impetigo sistêmico: Penicilina benzatina, eritromicina, cefalosporinas 1ª geração são opções; MRSA → Vancomicina ou SMX-TMP.

Resumo-Chave

Para impetigo com indicação de tratamento sistêmico, opções incluem penicilina benzatina (para estreptococo), eritromicina e cefalosporinas de primeira geração. Em casos de S. aureus meticilina resistente (MRSA), vancomicina ou sulfametoxazol + trimetoprima são escolhas adequadas.

Contexto Educacional

O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, comum em crianças, causada principalmente por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Embora a maioria dos casos possa ser tratada topicamente, o uso de antibióticos sistêmicos é necessário em situações de lesões extensas, múltiplas, falha da terapia tópica ou presença de sinais de infecção sistêmica. A compreensão das opções terapêuticas é fundamental para evitar complicações como a glomerulonefrite pós-estreptocócica. A fisiopatologia envolve a colonização e invasão da pele por essas bactérias, que podem produzir toxinas. O diagnóstico é clínico, caracterizado por lesões vesiculosas, bolhosas ou crostosas. Quando há indicação de tratamento sistêmico, as escolhas devem cobrir os principais agentes etiológicos. As cefalosporinas de primeira geração são frequentemente a primeira escolha devido à sua eficácia contra S. aureus e S. pyogenes. A penicilina benzatina é eficaz contra S. pyogenes, e a eritromicina é uma alternativa para pacientes alérgicos à penicilina. O tratamento deve ser individualizado. É crucial considerar a prevalência de S. aureus meticilina resistente (MRSA) na comunidade. Em casos de suspeita ou confirmação de MRSA, antibióticos como vancomicina ou sulfametoxazol + trimetoprima (SMX-TMP) são as opções adequadas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a falha em reconhecer e tratar o MRSA pode levar à persistência da infecção e complicações.

Perguntas Frequentes

Quando o tratamento sistêmico é indicado para impetigo?

O tratamento sistêmico é indicado para impetigo em casos de lesões extensas, múltiplas, falha da terapia tópica, ou quando há sinais de infecção sistêmica, como febre e linfadenopatia.

Quais são os antibióticos de primeira escolha para impetigo sistêmico?

Para impetigo sistêmico, as cefalosporinas de primeira geração (como cefalexina) são frequentemente as medicações de primeira escolha. Penicilina benzatina pode ser usada para impetigo estreptocócico e eritromicina é uma alternativa.

Como tratar impetigo causado por S. aureus meticilina resistente (MRSA)?

Em casos de impetigo por MRSA, as opções de tratamento sistêmico incluem vancomicina (geralmente para casos mais graves ou hospitalares) ou sulfametoxazol + trimetoprima (SMX-TMP) para casos ambulatoriais.

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