HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Em casos de impetigo, algumas vezes é necessário o uso de antibióticos sistêmicos. Sobre essa conduta, é INCORRETO afirmar que:
Impetigo sistêmico: Penicilina benzatina, eritromicina, cefalosporinas 1ª geração são opções; MRSA → Vancomicina ou SMX-TMP.
Para impetigo com indicação de tratamento sistêmico, opções incluem penicilina benzatina (para estreptococo), eritromicina e cefalosporinas de primeira geração. Em casos de S. aureus meticilina resistente (MRSA), vancomicina ou sulfametoxazol + trimetoprima são escolhas adequadas.
O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, comum em crianças, causada principalmente por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Embora a maioria dos casos possa ser tratada topicamente, o uso de antibióticos sistêmicos é necessário em situações de lesões extensas, múltiplas, falha da terapia tópica ou presença de sinais de infecção sistêmica. A compreensão das opções terapêuticas é fundamental para evitar complicações como a glomerulonefrite pós-estreptocócica. A fisiopatologia envolve a colonização e invasão da pele por essas bactérias, que podem produzir toxinas. O diagnóstico é clínico, caracterizado por lesões vesiculosas, bolhosas ou crostosas. Quando há indicação de tratamento sistêmico, as escolhas devem cobrir os principais agentes etiológicos. As cefalosporinas de primeira geração são frequentemente a primeira escolha devido à sua eficácia contra S. aureus e S. pyogenes. A penicilina benzatina é eficaz contra S. pyogenes, e a eritromicina é uma alternativa para pacientes alérgicos à penicilina. O tratamento deve ser individualizado. É crucial considerar a prevalência de S. aureus meticilina resistente (MRSA) na comunidade. Em casos de suspeita ou confirmação de MRSA, antibióticos como vancomicina ou sulfametoxazol + trimetoprima (SMX-TMP) são as opções adequadas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a falha em reconhecer e tratar o MRSA pode levar à persistência da infecção e complicações.
O tratamento sistêmico é indicado para impetigo em casos de lesões extensas, múltiplas, falha da terapia tópica, ou quando há sinais de infecção sistêmica, como febre e linfadenopatia.
Para impetigo sistêmico, as cefalosporinas de primeira geração (como cefalexina) são frequentemente as medicações de primeira escolha. Penicilina benzatina pode ser usada para impetigo estreptocócico e eritromicina é uma alternativa.
Em casos de impetigo por MRSA, as opções de tratamento sistêmico incluem vancomicina (geralmente para casos mais graves ou hospitalares) ou sulfametoxazol + trimetoprima (SMX-TMP) para casos ambulatoriais.
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