HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Em casos de acidentes com animais peçonhentos, assinale a alternativa correta:
Acidente por Lonomia → síndrome hemorrágica com gengivorragia e epistaxe devido a distúrbios de coagulação.
O envenenamento por lagartas do gênero Lonomia (lononismo) é caracterizado por uma síndrome hemorrágica grave, que pode incluir sangramentos em mucosas como gengivorragia e epistaxe, além de equimoses e hematomas, devido à ação de toxinas que afetam a coagulação sanguínea.
Acidentes com animais peçonhentos representam um desafio significativo na saúde pública, e o conhecimento sobre suas manifestações clínicas e manejo é crucial para residentes. Dentre eles, o acidente causado por lagartas do gênero Lonomia, conhecido como lononismo, destaca-se pela sua particularidade e gravidade. Diferentemente de outros acidentes que causam principalmente dor local ou reações neurotóxicas, o lononismo é caracterizado por uma síndrome hemorrágica. A penetração das cerdas da lagarta na pele libera toxinas que atuam no sistema de coagulação sanguínea. Essas toxinas possuem atividade pró-coagulante e fibrinolítica, levando a um consumo de fatores de coagulação e plaquetas, resultando em uma coagulopatia de consumo. As manifestações clínicas incluem equimoses, hematomas, gengivorragia, epistaxe e, em casos mais graves, hemorragias internas e insuficiência renal aguda. O diagnóstico precoce e a administração do soro antilonômico específico são fundamentais para reverter o quadro hemorrágico e prevenir complicações graves. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais e sintomas do lononismo e iniciar o tratamento adequado, considerando a gravidade e o potencial de letalidade se não tratado a tempo.
Os sintomas iniciais incluem dor e inflamação local, mas o mais grave é o desenvolvimento de uma síndrome hemorrágica sistêmica, com equimoses, hematomas, gengivorragia, epistaxe e, em casos graves, hemorragias internas.
O veneno contém enzimas com atividade procoagulante e fibrinolítica, que ativam a cascata de coagulação e o sistema fibrinolítico, levando a um consumo de fatores de coagulação e plaquetas, resultando em coagulopatia de consumo.
O tratamento é feito com soro antilonômico específico, que deve ser administrado o mais precocemente possível para neutralizar as toxinas e reverter a coagulopatia. Medidas de suporte também são importantes.
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