HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Em caso de epistaxe, quais são os sinais de alerta para referenciamento a serviço especializado?
Epistaxe: referenciar se sangramento persistente, alterações vitais, <2 anos, ou histórico de hemotransfusão prévia.
A epistaxe é comum, mas alguns sinais indicam gravidade e a necessidade de avaliação especializada. Sangramento nasal persistente, alterações hemodinâmicas (sinais vitais), ocorrência em crianças muito jovens (<2 anos) e histórico de necessidade de hemotransfusão por epistaxe prévia são todos indicadores de que o caso pode ser complexo e exigir intervenção de um otorrinolaringologista ou serviço de emergência.
A epistaxe, ou sangramento nasal, é uma queixa comum na prática médica, afetando uma parcela significativa da população em algum momento da vida. Embora a maioria dos casos seja autolimitada e de origem anterior, alguns episódios podem ser graves e indicar condições subjacentes sérias ou exigir intervenção especializada. A identificação dos sinais de alerta é crucial para o manejo adequado da epistaxe. Sangramento persistente, que não cede às medidas de compressão ou tamponamento inicial, pode indicar uma fonte de sangramento mais complexa ou um distúrbio de coagulação. Alterações nos sinais vitais, como taquicardia ou hipotensão, sugerem perda volêmica significativa e a necessidade de estabilização hemodinâmica. Casos em crianças menores de 2 anos são menos comuns e podem indicar trauma, corpo estranho, ou coagulopatias, justificando uma investigação mais aprofundada. O histórico de hemotransfusões prévias devido à epistaxe é um forte indicador de sangramentos recorrentes e potencialmente graves, que demandam avaliação e manejo por um otorrinolaringologista para identificar e tratar a causa subjacente.
As causas mais comuns incluem trauma local (manipulação digital), ressecamento da mucosa nasal, rinite alérgica, uso de medicamentos (anticoagulantes, anti-inflamatórios), hipertensão arterial e doenças da coagulação.
A epistaxe é grave se houver sangramento profuso e incontrolável, alterações nos sinais vitais (hipotensão, taquicardia), sinais de choque, ou se o sangramento for posterior e de difícil manejo.
As medidas iniciais incluem compressão digital da asa nasal contra o septo por 5-10 minutos, inclinação da cabeça para frente, aplicação de gelo no nariz e uso de vasoconstritores tópicos (se não houver contraindicação).
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