HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2017
No caso apresentado no texto da questão 49, o tratamento que melhor associa eficácia terapêutica e menor custo é feito com:
Penicilina: alta eficácia e baixo custo para infecções bacterianas sensíveis, otimizando recursos em saúde.
A penicilina, um antibiótico beta-lactâmico, permanece como uma escolha terapêutica de excelência para diversas infecções bacterianas sensíveis, como faringite estreptocócica e sífilis, devido à sua comprovada eficácia, perfil de segurança e, notavelmente, seu baixo custo, otimizando recursos em saúde.
A penicilina, descoberta por Alexander Fleming, revolucionou a medicina e continua sendo um pilar fundamental na antibioticoterapia. Sua importância reside não apenas na sua capacidade bactericida contra uma ampla gama de microrganismos Gram-positivos e alguns Gram-negativos, mas também na sua excelente relação custo-eficácia, tornando-a acessível para sistemas de saúde com recursos limitados. É um antibiótico beta-lactâmico que atua inibindo a síntese da parede celular bacteriana. Clinicamente, a penicilina é a droga de escolha para diversas condições, como faringite estreptocócica (Streptococcus pyogenes), sífilis (Treponema pallidum), erisipela e celulite não complicadas. A decisão de usar penicilina deve sempre considerar a sensibilidade do patógeno e o perfil de alergia do paciente. A resistência bacteriana é uma preocupação crescente, mas para patógenos que permanecem sensíveis, a penicilina oferece uma opção terapêutica robusta e de baixo impacto financeiro. Para residentes, compreender o espectro de ação, indicações e contraindicações da penicilina é crucial. A escolha do antibiótico deve sempre equilibrar eficácia, segurança, custo e o impacto na resistência antimicrobiana. Priorizar antibióticos de espectro mais estreito e custo-eficazes, como a penicilina, quando apropriado, é uma prática de stewardship antimicrobiano que beneficia tanto o paciente quanto a saúde pública.
A penicilina é altamente eficaz e custo-eficaz para infecções como faringite estreptocócica, sífilis, erisipela e algumas pneumonias bacterianas, quando o patógeno é sensível. É também fundamental na profilaxia da febre reumática.
Apesar do surgimento de novos antibióticos, a penicilina mantém sua relevância devido à sua alta eficácia contra patógenos específicos, baixo custo, perfil de segurança conhecido e menor pressão seletiva para resistência em comparação a antibióticos de amplo espectro.
Os efeitos adversos mais comuns incluem reações de hipersensibilidade, que variam de rash cutâneo a anafilaxia grave, diarreia e náuseas. É crucial investigar o histórico de alergia do paciente antes da administração.
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