UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Assinale a alternativa correta em relação aos carcinomas gástricos.
Cascata de Correa: H. pylori → Gastrite atrófica → Metaplasia intestinal → Displasia → Adenocarcinoma gástrico (tipo intestinal).
A cascata de Correa descreve a progressão histopatológica do câncer gástrico do tipo intestinal, que é a forma mais comum. É um processo crônico que se inicia com a infecção por H. pylori, levando a alterações progressivas na mucosa gástrica.
O carcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade global, sendo a quinta causa mais comum de câncer e a terceira causa de morte por câncer. Sua epidemiologia varia significativamente entre regiões, com maior incidência em países asiáticos e na América Latina. A compreensão de sua fisiopatologia e dos fatores de risco é crucial para a prevenção e detecção precoce, especialmente para residentes que atuarão em áreas com alta prevalência. A fisiopatologia do carcinoma gástrico tipo intestinal é bem descrita pela cascata de Correa, um processo multifatorial e gradual que envolve a infecção crônica por Helicobacter pylori, levando a gastrite crônica, gastrite atrófica, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, adenocarcinoma. O diagnóstico definitivo requer endoscopia digestiva alta com biópsias das lesões suspeitas para análise histopatológica. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes com sintomas dispépticos persistentes, perda de peso inexplicada ou anemia ferropriva. O tratamento do carcinoma gástrico depende do estágio da doença, variando desde ressecção endoscópica para lesões muito precoces até gastrectomia com linfadenectomia para estágios mais avançados, frequentemente complementada por quimioterapia e/ou radioterapia. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio no momento do diagnóstico, reforçando a importância da detecção precoce. Residentes devem dominar os critérios de estadiamento e as opções terapêuticas para oferecer o melhor manejo aos pacientes.
O tipo intestinal geralmente segue a cascata de Correa, associado a fatores ambientais e H. pylori, com células coesas. O tipo difuso é mais associado a fatores genéticos (ex: CDH1), não segue a cascata, e tem células pouco coesas (células em anel de sinete), com pior prognóstico.
A infecção crônica por H. pylori é o principal fator de risco para o carcinoma gástrico tipo intestinal, iniciando a cascata de Correa que leva à gastrite atrófica, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, ao câncer.
Câncer gástrico precoce é definido pela invasão limitada à mucosa ou submucosa, independentemente do status linfonodal. Sua importância reside no excelente prognóstico após ressecção, com taxas de cura muito elevadas.
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