Hemofilia A: Padrões de Herança e Aconselhamento Genético

MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025

Enunciado

Um casal jovem procura aconselhamento genético após o nascimento do sobrinho da mulher ter sido diagnosticado com Hemofilia A, uma condição de herança recessiva ligada ao cromossomo X. A mulher realizou testes moleculares que confirmaram ser portadora da mutação, enquanto o marido apresenta fenótipo e genótipo normais para o fator de coagulação VIII. O casal está preocupado com a possibilidade de seus futuros filhos manifestarem a doença. Considerando o mecanismo de segregação cromossômica e a natureza dessa herança, qual é a probabilidade fenotípica esperada para a prole desse casal?

Alternativas

  1. A) Todos os filhos do sexo masculino manifestarão a condição clínica.
  2. B) Todas as filhas do sexo feminino serão portadoras obrigatórias da mutação.
  3. C) Cada filho do sexo masculino tem 50% de chance de ser afetado.
  4. D) Cada filha do sexo feminino tem 50% de chance de manifestar a doença.

Pérola Clínica

Em doenças ligadas ao X recessivas, pais afetados nunca transmitem a doença para seus filhos homens, mas todas as suas filhas serão obrigatoriamente portadoras.

Contexto Educacional

A Hemofilia A é uma desordem hemorrágica hereditária causada pela deficiência ou disfunção do Fator VIII de coagulação. É o distúrbio de coagulação grave mais comum ligado ao cromossomo X, afetando aproximadamente 1 em cada 5.000 a 10.000 nascimentos masculinos. A gravidade da doença é classificada de acordo com os níveis residuais de fator, sendo a forma grave caracterizada por menos de 1% de atividade. O padrão de herança recessiva ligada ao X implica que mulheres portadoras (heterozigotas) possuem um cromossomo X normal que compensa a produção do fator, mantendo-as geralmente assintomáticas. No entanto, elas têm 50% de chance de transmitir o cromossomo afetado para seus filhos. Homens que herdam esse cromossomo não possuem um segundo X para compensação, resultando no fenótipo da doença. Filhas que herdam o X mutante tornam-se portadoras, mantendo o ciclo de transmissão. O aconselhamento genético é fundamental para famílias com histórico de hemofilia, permitindo o planejamento reprodutivo e o diagnóstico precoce. O tratamento moderno baseia-se na reposição profilática do Fator VIII recombinante ou no uso de terapias inovadoras como anticorpos biespecíficos (emicizumabe), transformando o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Uma mulher portadora pode ter sintomas?

Geralmente não, mas devido à inativação aleatória do cromossomo X (Lyonização), algumas podem apresentar níveis reduzidos de fatores de coagulação.

Por que o pai não transmite para o filho homem?

Porque o pai sempre contribui com o cromossomo Y para definir o sexo masculino, enquanto o gene da hemofilia está no X.

Como uma mulher poderia ser afetada (doente)?

Apenas se o pai fosse afetado e a mãe fosse, no mínimo, portadora.

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