HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher de 65 anos, com antecendentes de HAS, DM2 e dislipidemia, procura PS por quadro de palpitações, dispneia e dor precordial leve. Ao exame, em regular estado geral, com sudorese profusa, hipocorada 1 +/4, acianótica, afebril, PA 90x54 mmHg, pulsos finos, extremidades frias, taquicárdica e satO2=95% aa. Colocada em sala de monitorização e observado o traçado abaixo. Qual a conduta mais apropriada dentre as abaixo?
Taquicardia com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque, dor precordial isquêmica) → cardioversão sincronizada imediata.
A paciente apresenta sinais claros de instabilidade hemodinâmica (PA 90x54 mmHg, pulsos finos, extremidades frias, sudorese profusa, dor precordial leve, dispneia) associados a uma taquicardia (assumida como TSV pelo contexto das alternativas). Nesses casos, a cardioversão sincronizada é a conduta de escolha para restaurar o ritmo sinusal e estabilizar o paciente.
Taquiarritmias são arritmias cardíacas com frequência ventricular rápida, que podem ser classificadas como estáveis ou instáveis. A identificação da instabilidade hemodinâmica é crucial, pois dita a urgência e o tipo de tratamento. Sinais como hipotensão, choque, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica e insuficiência cardíaca aguda indicam instabilidade e a necessidade de intervenção imediata. No contexto de uma taquicardia com instabilidade hemodinâmica, a cardioversão sincronizada é a terapia de escolha. Este procedimento consiste na aplicação de um choque elétrico sincronizado com a onda R do complexo QRS, a fim de interromper o circuito reentrante da arritmia e restaurar o ritmo sinusal. A sincronização é vital para evitar a entrega do choque durante o período vulnerável da repolarização ventricular (onda T), o que poderia induzir fibrilação ventricular. As cargas para cardioversão sincronizada variam conforme o tipo de arritmia e o tipo de desfibrilador (monofásico ou bifásico). Para taquicardia supraventricular (TSV) e flutter atrial, as cargas iniciais recomendadas são menores (50-100J bifásico). Para taquicardia ventricular com pulso, cargas maiores podem ser necessárias. É fundamental que residentes dominem o algoritmo de taquicardia do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support) para garantir um manejo rápido e eficaz dessas emergências.
Os principais sinais de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão (PA sistólica <90 mmHg), alteração aguda do estado mental, sinais de choque (extremidades frias, sudorese, pulsos finos), dor torácica isquêmica aguda e sinais de insuficiência cardíaca aguda (dispneia, congestão pulmonar).
A desfibrilação é um choque não sincronizado, usado em ritmos caóticos como fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso. A cardioversão sincronizada é um choque elétrico entregue em sincronia com a onda R do ECG, usada em taquiarritmias com pulso que causam instabilidade hemodinâmica, para evitar a indução de FV.
Para taquicardia supraventricular (TSV) com instabilidade hemodinâmica, a carga inicial recomendada para cardioversão sincronizada com aparelho bifásico é de 50 a 100 Joules. Se o primeiro choque for ineficaz, cargas subsequentes podem ser aumentadas progressivamente.
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