Taquiarritmia Instável: Quando Realizar Cardioversão Elétrica?

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 68 anos foi encaminhado ao serviço de emergência com queixas de palpitação há 2 horas, dispneia ao repouso, dor precordial em aperto e sudorese fria. Tem antecedentes de Diabetes Mellitus há 10 anos e Hipertensão arterial sistêmica há 20 anos. Tabagista de longa data. Tem dois irmãos com histórico de insuficiência coronariana. Após a realização do eletrocardiograma, anexado abaixo, qual seria a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Adenosina 6mg IV em bolus;
  2. B) Selozok 5mg IV em bolus;
  3. C) Cardioversão elétrica imediata com 100J sincronizado;
  4. D) Amiodarona 300mg IV diluído em Soro Fisiológico em 15 minutos.

Pérola Clínica

Taquiarritmia + instabilidade hemodinâmica (dor precordial, dispneia, sudorese) → Cardioversão elétrica sincronizada imediata.

Resumo-Chave

Em pacientes com taquiarritmia e sinais de instabilidade hemodinâmica (dor precordial isquêmica, dispneia grave, hipotensão, alteração do nível de consciência, sinais de choque), a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha e deve ser realizada imediatamente para restaurar o ritmo sinusal e estabilizar o paciente.

Contexto Educacional

Pacientes que se apresentam ao serviço de emergência com palpitações, dispneia, dor precordial e sudorese fria, especialmente com histórico de comorbidades como Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica e tabagismo, sugerem um quadro de síndrome coronariana aguda ou taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica. A avaliação inicial deve ser rápida e focada na identificação de sinais de instabilidade. A presença de dor precordial em aperto, dispneia ao repouso e sudorese fria em um paciente com fatores de risco cardiovascular e queixas de palpitação indica uma taquiarritmia que está comprometendo a perfusão sistêmica, configurando um quadro de instabilidade hemodinâmica. Nesses casos, a prioridade é restaurar o ritmo sinusal o mais rápido possível para reverter a instabilidade e evitar danos orgânicos. A cardioversão elétrica sincronizada é a terapia de escolha para taquiarritmias (como fibrilação atrial, flutter atrial, taquicardia supraventricular ou taquicardia ventricular com pulso) que causam instabilidade hemodinâmica. A energia inicial recomendada varia conforme a arritmia, mas 100J sincronizado é um valor comum para muitas taquiarritmias instáveis. A administração de fármacos antiarrítmicos deve ser evitada como primeira linha em pacientes instáveis, pois pode atrasar a reversão e agravar o quadro clínico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de instabilidade hemodinâmica em um paciente com taquiarritmia?

Sinais de instabilidade incluem hipotensão (PAS < 90 mmHg), alteração aguda do estado mental, sinais de choque (pele fria e pegajosa, oligúria), dor torácica isquêmica aguda e insuficiência cardíaca aguda com edema pulmonar.

Qual a diferença entre cardioversão sincronizada e dessincronizada?

A cardioversão sincronizada aplica o choque no complexo QRS para evitar o período refratário relativo (onda T), prevenindo a indução de fibrilação ventricular. A dessincronizada (desfibrilação) é usada em FV ou TV sem pulso, onde não há complexos QRS organizados.

Quais arritmias geralmente requerem cardioversão elétrica sincronizada?

Taquicardias supraventriculares (TSV), fibrilação atrial, flutter atrial e taquicardia ventricular com pulso, quando associadas a instabilidade hemodinâmica, são as principais arritmias que demandam cardioversão elétrica sincronizada.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo