Cardioversão Elétrica: Indicações e Energias Recomendadas

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

Na Cardioversão Elétrica - CVE, os níveis de energias estão padronizados para o cardioversor monofásico, considerando-se a sequência crescente de energia: 100 J, 200 J, 300 J e 360 J. Sendo correto o item:

Alternativas

  1. A) Este procedimento Cardioversão Elétrica CVE não pode ser empregado para reversão de taquiarritmias estáveis após tentativa de controle farmacológico sem sucesso.
  2. B) Este procedimento Cardioversão Elétrica CVE também pode ser empregado para reversão de taquiarritmias estáveis após tentativa de controle farmacológico com sucesso.
  3. C) Este procedimento Cardioversão Elétrica CVE também pode ser empregado para reversão de taquiarritmias estáveis após tentativa de controle farmacológico sem sucesso.
  4. D) Este procedimento Cardioversão Elétrica CVE também pode ser empregado para reversão de bradiarritmias estáveis após tentativa de controle farmacológico sem sucesso.

Pérola Clínica

CVE em taquiarritmias estáveis → após falha farmacológica.

Resumo-Chave

A cardioversão elétrica sincronizada é indicada para taquiarritmias estáveis que não respondem ao tratamento farmacológico inicial ou quando há instabilidade hemodinâmica. É um procedimento seguro e eficaz para restaurar o ritmo sinusal.

Contexto Educacional

A cardioversão elétrica (CVE) é um procedimento terapêutico crucial no manejo de diversas taquiarritmias. É fundamental para o residente compreender suas indicações, que incluem taquiarritmias estáveis refratárias ao tratamento farmacológico e taquiarritmias instáveis com comprometimento hemodinâmico, como hipotensão, dor torácica isquêmica, alteração do nível de consciência ou insuficiência cardíaca aguda. A fisiopatologia das taquiarritmias envolve mecanismos de reentrada, automatismo aumentado ou atividade deflagrada. A CVE atua despolarizando uma massa crítica de miocárdio, interrompendo o circuito da arritmia e permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco. A sincronização do choque com o complexo QRS é vital para evitar a aplicação da energia durante o período refratário relativo (onda T), o que poderia induzir fibrilação ventricular. O tratamento com CVE exige preparo adequado do paciente, incluindo sedação e monitorização contínua. As energias iniciais variam conforme o tipo de arritmia e o tipo de cardioversor (monofásico ou bifásico). Para cardioversores monofásicos, a sequência crescente de energia (100 J, 200 J, 300 J, 360 J) é um protocolo comum, sendo a escolha inicial dependente da arritmia específica. O prognóstico é geralmente bom quando a CVE é realizada prontamente e de forma correta.

Perguntas Frequentes

Quais as principais indicações para cardioversão elétrica sincronizada?

A cardioversão elétrica sincronizada é indicada para taquiarritmias estáveis (como fibrilação atrial, flutter atrial, taquicardia supraventricular) que não respondem ao tratamento farmacológico ou para taquiarritmias instáveis.

Qual a diferença entre cardioversão e desfibrilação?

A cardioversão é um choque elétrico sincronizado com o complexo QRS, usado em taquiarritmias com pulso. A desfibrilação é um choque não sincronizado, aplicado em ritmos sem pulso como fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.

Quais os níveis de energia iniciais recomendados para cardioversão monofásica?

Para cardioversores monofásicos, os níveis de energia iniciais padronizados para taquiarritmias variam conforme a arritmia, mas sequências comuns são 100 J, 200 J, 300 J e 360 J.

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