Taquiarritmia Instável: Quando Realizar Cardioversão Elétrica?

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente feminina, 35 anos, sem comorbidades, admitida em leito de terapia intensiva após laparotomia exploradora por cisto de ovário roto. Após 12 horas de observação clínica, apresenta dor torácica de forte intensidade, palpitações, associada a dispneia súbita e hipotensão. Sem alterações neurológicas. Realizado eletrocardiograma abaixo. A conduta mais adequada neste caso é:

Alternativas

  1. A) Amiodarona 300mg em bolus.
  2. B) Amiodarona 150mg em bolus.
  3. C) Metoprolol 25mg via oral.
  4. D) Cardioversão elétrica.

Pérola Clínica

Taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, dor torácica isquêmica, dispneia) → Cardioversão elétrica sincronizada imediata.

Resumo-Chave

A presença de sinais de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão, dor torácica isquêmica ou dispneia súbita, em um paciente com taquiarritmia, exige cardioversão elétrica sincronizada imediata. Esta é a conduta de escolha para restaurar o ritmo sinusal e estabilizar o paciente, independentemente do tipo específico de taquiarritmia.

Contexto Educacional

Taquiarritmias são ritmos cardíacos rápidos que podem comprometer a função ventricular e o débito cardíaco. A identificação de uma taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica é uma emergência médica que exige intervenção imediata para prevenir danos orgânicos e morte. A instabilidade é definida pela presença de hipotensão, sinais de choque, alteração aguda do estado mental, dor torácica isquêmica ou insuficiência cardíaca aguda. A prevalência de arritmias é alta, e o manejo adequado é crucial para residentes e profissionais de emergência. A fisiopatologia da instabilidade em taquiarritmias reside na redução do tempo de enchimento diastólico ventricular, o que diminui o volume sistólico e, consequentemente, o débito cardíaco. Isso leva à hipoperfusão tecidual e aos sintomas de instabilidade. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação rápida dos sinais vitais e sintomas, e confirmado por eletrocardiograma. É fundamental suspeitar de taquiarritmia instável em qualquer paciente com ritmo cardíaco rápido e deterioração clínica aguda. O tratamento de escolha para taquiarritmias com instabilidade hemodinâmica é a cardioversão elétrica sincronizada. Este procedimento entrega um choque elétrico no momento certo do ciclo cardíaco para interromper o circuito reentrante da arritmia e permitir que o nó sinusal retome o controle do ritmo. Após a cardioversão, é importante investigar e tratar a causa subjacente da arritmia e considerar terapia farmacológica para manutenção do ritmo, se necessário.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de instabilidade hemodinâmica em taquiarritmias?

Os principais sinais incluem hipotensão arterial, alteração aguda do estado mental, sinais de choque, dor torácica isquêmica e insuficiência cardíaca aguda com congestão pulmonar. A presença de qualquer um desses indica a necessidade de intervenção imediata.

Por que a cardioversão elétrica é preferível a medicamentos em taquiarritmias instáveis?

A cardioversão elétrica age rapidamente para restaurar o ritmo sinusal, revertendo a instabilidade hemodinâmica de forma mais eficaz e segura do que os medicamentos, que podem ter um início de ação mais lento e efeitos colaterais que podem agravar a condição do paciente instável.

Qual a diferença entre cardioversão sincronizada e desfibrilação?

A cardioversão sincronizada é utilizada em taquiarritmias com QRS presente (ex: taquicardia ventricular com pulso, fibrilação atrial) e entrega o choque sincronizado com a onda R para evitar a onda T (período refratário relativo). A desfibrilação é usada em ritmos sem QRS organizado (ex: fibrilação ventricular, taquicardia ventricular sem pulso) e entrega um choque não sincronizado.

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