Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Homem de 76 anos de idade, hipertenso de longa data, apresenta quadro súbito de sudorese, mal-estar, confusão e sonolência, sendo levado ao departamento de emergência. Ele foi monitorizado; glicemia capilar: 92 mg/dL; estava sudoreico e confuso; PA: 80 x 55 mmHg, T: 36,1 °C; SatO₂ : 85%; extremidades frias, discretamente cianóticas. O monitor revela o seguinte traçado (DII). A conduta inicial correta é:
Taquicardia QRS largo + instabilidade hemodinâmica (hipotensão, confusão) → Cardioversão elétrica sincronizada 100J (bifásico/monofásico) + sedação.
Pacientes com taquicardia e sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, alteração do nível de consciência, choque, isquemia aguda, insuficiência cardíaca aguda) necessitam de cardioversão elétrica sincronizada imediata. A energia inicial recomendada para taquicardia de QRS largo é de 100 Joules (bifásico ou monofásico), e a sedação/analgesia deve ser realizada se o tempo permitir, sem atrasar o procedimento salvador.
A taquicardia de QRS largo instável é uma emergência médica que exige reconhecimento e intervenção imediatos. É definida pela presença de um ritmo cardíaco rápido com complexos QRS > 0,12 segundos, associada a sinais de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão, choque, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica ou insuficiência cardíaca aguda. A etiologia mais comum é a taquicardia ventricular, mas pode ser também uma taquicardia supraventricular com aberrância ou pré-excitação. A rápida identificação desses sinais é crucial para a sobrevida do paciente, sendo um tema frequente em provas de residência e na prática clínica de emergência. A fisiopatologia da instabilidade hemodinâmica na taquicardia de QRS largo reside na redução do tempo de enchimento ventricular e, consequentemente, do débito cardíaco, levando à hipoperfusão de órgãos vitais. O diagnóstico é clínico e eletrocardiográfico, com o monitor cardíaco revelando a taquicardia. A suspeita deve ser alta em pacientes com histórico de cardiopatia estrutural ou infarto prévio. A conduta inicial é sempre priorizar a estabilização do paciente, e a cardioversão elétrica sincronizada é a terapia de escolha para reverter o ritmo e restaurar a perfusão. O tratamento consiste na cardioversão elétrica sincronizada imediata, com uma dose inicial de 100 Joules (bifásico ou monofásico). É fundamental que, se houver tempo e condições clínicas, seja administrada sedação e analgesia para o paciente antes do choque, a fim de minimizar o desconforto. O prognóstico depende da rapidez da intervenção e da etiologia subjacente da arritmia. Residentes devem dominar este protocolo para garantir a melhor assistência em situações de emergência cardiológica.
Os principais sinais de instabilidade incluem hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg), alteração aguda do nível de consciência (confusão, sonolência), sinais de choque (extremidades frias, cianose), dor torácica isquêmica aguda e sinais de insuficiência cardíaca aguda.
A dose inicial recomendada para cardioversão elétrica sincronizada em taquicardia de QRS largo instável é de 100 Joules, seja com desfibrilador bifásico ou monofásico. Se não houver sucesso, doses maiores podem ser aplicadas progressivamente.
A cardioversão elétrica é um procedimento doloroso. A sedação e analgesia são cruciais para o conforto do paciente e para evitar memórias traumáticas, devendo ser administradas sempre que o tempo e a condição clínica permitirem, sem atrasar a intervenção salvadora.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo