HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
Relatos sugerem que os taxanos devem ser evitados em pacientes com disfunção ventricular prévia, com os mesmos critérios de não utilização de antraciclinas. Sendo correto que:
Taxanos → Bradicardia, BAV, TV e extrassístoles ventriculares. Monitorar função cardíaca.
Os taxanos, como paclitaxel e docetaxel, são conhecidos por induzir uma variedade de arritmias cardíacas, incluindo bradicardia sinusal, bloqueios atrioventriculares, taquicardia ventricular e extrassístoles ventriculares. É crucial monitorar a função cardíaca em pacientes em uso desses quimioterápicos, especialmente naqueles com disfunção ventricular prévia.
A cardiotoxicidade é uma preocupação crescente na oncologia, à medida que os tratamentos se tornam mais eficazes e os pacientes vivem mais. Os taxanos, uma classe de quimioterápicos amplamente utilizada no tratamento de diversos cânceres, como mama, ovário e pulmão, são conhecidos por seus efeitos adversos cardiovasculares. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam cientes dessas toxicidades para um manejo adequado dos pacientes oncológicos. Os efeitos cardíacos dos taxanos incluem uma variedade de arritmias, como bradicardia sinusal, bloqueios atrioventriculares, taquicardia ventricular e extrassístoles ventriculares. Embora a disfunção ventricular e a insuficiência cardíaca sejam mais classicamente associadas às antraciclinas, os taxanos também podem contribuir para esses quadros, especialmente em pacientes com fatores de risco preexistentes ou disfunção ventricular prévia. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve mecanismos como disfunção microvascular, alterações nos canais iônicos e estresse oxidativo. O manejo da cardiotoxicidade induzida por taxanos envolve a estratificação de risco antes do início do tratamento, monitoramento cardíaco regular (eletrocardiograma, ecocardiograma) durante e após a terapia, e a modificação do esquema quimioterápico ou o uso de agentes cardioprotetores, se necessário. Em pacientes com disfunção ventricular prévia, a decisão de usar taxanos deve ser cuidadosamente ponderada, considerando os riscos e benefícios individuais, e buscando alternativas ou estratégias de mitigação de risco.
Os taxanos podem causar uma gama de arritmias, incluindo bradicardia sinusal, bloqueios atrioventriculares de diferentes graus, taquicardia ventricular e extrassístoles ventriculares. Essas manifestações podem ser agudas ou ocorrer durante o tratamento.
Enquanto as antraciclinas são conhecidas por causar cardiotoxicidade tipo I (irreversível, dose-dependente, com dano miocárdico direto), os taxanos tendem a causar cardiotoxicidade tipo II (reversível, não dose-dependente, com disfunção contrátil e arritmias), embora ambos exijam monitoramento cardíaco rigoroso.
Pacientes com disfunção ventricular prévia já possuem um miocárdio comprometido. A administração de taxanos pode exacerbar essa disfunção ou induzir arritmias graves, aumentando o risco de eventos cardíacos adversos e comprometendo a tolerância ao tratamento oncológico.
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