HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
A cardiotoxicidade dos (ICIs) Inibidores de Checkpoint Imunológicos pode ser agrupada em duas categorias, sendo:
Cardiotoxicidade ICIs = Inflamatória (miocardite, pericardite) + Não Inflamatória (Takotsubo, disfunção ventricular, arritmias).
A cardiotoxicidade dos Inibidores de Checkpoint Imunológicos (ICIs) é uma complicação séria, dividida em inflamatória (miocardite, pericardite, vasculite) e não inflamatória (síndrome Takotsubo-like, disfunção ventricular assintomática e arritmias). O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para pacientes em imunoterapia.
Os Inibidores de Checkpoint Imunológicos (ICIs) revolucionaram o tratamento do câncer, mas seu mecanismo de ação, que desinibe a resposta imune antitumoral, pode levar a efeitos adversos imunorrelacionados (irAEs) em diversos órgãos, incluindo o coração. A cardiotoxicidade por ICIs é uma complicação rara, porém potencialmente grave e fatal, que exige reconhecimento e manejo rápidos. A cardiotoxicidade dos ICIs pode ser categorizada em duas grandes classes: efeitos adversos inflamatórios e toxicidade cardiovascular não inflamatória. Os efeitos inflamatórios incluem a miocardite (inflamação do miocárdio), pericardite (inflamação do pericárdio) e vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos). Dentre estes, a miocardite é a mais temida devido à sua alta taxa de mortalidade. A toxicidade não inflamatória engloba condições como a síndrome de Takotsubo-like (cardiomiopatia de estresse), disfunção ventricular assintomática não inflamatória e uma variedade de arritmias cardíacas, que podem ser bradi ou taquiarritmias. O diagnóstico precoce da cardiotoxicidade é fundamental e baseia-se na suspeita clínica em pacientes em uso de ICIs que desenvolvam sintomas cardíacos, alterações eletrocardiográficas, elevação de biomarcadores cardíacos (troponina, BNP) e achados em exames de imagem (ecocardiograma, ressonância magnética cardíaca). O tratamento geralmente envolve a suspensão do ICI e o início de imunossupressão com corticosteroides em altas doses, especialmente para miocardite. Residentes devem estar cientes dessas complicações para garantir a segurança dos pacientes oncológicos.
As manifestações inflamatórias incluem miocardite (inflamação do músculo cardíaco), pericardite (inflamação do pericárdio) e vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos). A miocardite é a mais grave e potencialmente fatal.
As manifestações não inflamatórias abrangem a síndrome de Takotsubo-like (cardiomiopatia de estresse), disfunção ventricular assintomática não inflamatória e diversas arritmias cardíacas, que podem variar de bradicardias a taquiarritmias complexas.
O manejo depende da gravidade e do tipo de cardiotoxicidade. Para miocardite grave, a suspensão do ICI e o uso de corticosteroides em altas doses (pulsoterapia) são essenciais. Outras manifestações podem exigir tratamento sintomático e monitoramento cardiovascular rigoroso.
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