OASE - Obra de Assistência Social Evangélica (SC) — Prova 2023
MJS, feminina de 63 anos, hipertensa mal controlada e que evoluiu com Insuficiência Cardíaca. O Mastologista pediu sua opinião por que a paciente deteriorou rapidamente no tratamento oncológico. Indique a fundamentação correta para a piora do quadro cardiovascular.
Tratamento oncológico (especialmente mama) ↑ risco de cardiotoxicidade, eventos cardiovasculares e mortalidade cardiovascular.
A cardiotoxicidade é uma complicação significativa do tratamento oncológico, especialmente em pacientes com câncer de mama, que pode levar ao aumento da incidência de eventos cardiovasculares e mortalidade. É crucial monitorar e manejar os fatores de risco e a função cardíaca durante e após a terapia.
A cardiotoxicidade é uma complicação crescente e desafiadora no tratamento oncológico, especialmente em populações vulneráveis como mulheres com câncer de mama. Com o avanço das terapias e o aumento da sobrevida dos pacientes com câncer, as sequelas cardiovasculares do tratamento tornam-se cada vez mais relevantes, impactando a qualidade de vida e a mortalidade a longo prazo. O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais frequentes em mulheres, e seu tratamento frequentemente envolve agentes com potencial cardiotóxico, como antraciclinas (doxorrubicina) e terapias-alvo (trastuzumabe). Esses medicamentos podem causar disfunção ventricular esquerda, insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão e doença coronariana. Pacientes com fatores de risco cardiovascular preexistentes, como hipertensão mal controlada, diabetes e doença cardíaca, são particularmente suscetíveis. É fundamental que haja uma abordagem multidisciplinar entre oncologistas e cardiologistas (onco-cardiologia) para otimizar o manejo desses pacientes. Isso inclui a avaliação cardiovascular pré-tratamento, monitoramento regular da função cardíaca durante e após a terapia, e o manejo agressivo dos fatores de risco cardiovascular. O reconhecimento precoce e a intervenção para a cardiotoxicidade podem mitigar seus efeitos adversos e melhorar o prognóstico geral do paciente, reduzindo a morbimortalidade cardiovascular e por todas as causas.
As antraciclinas (como doxorrubicina) são classicamente associadas à disfunção ventricular esquerda e insuficiência cardíaca. Outros agentes incluem trastuzumabe, inibidores de tirosina quinase (ITKs), inibidores de checkpoint imunológico e radioterapia torácica.
A cardiotoxicidade pode se manifestar de diversas formas, incluindo disfunção ventricular esquerda assintomática, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias, hipertensão arterial, doença coronariana acelerada e tromboembolismo.
A avaliação pré-tratamento é crucial para identificar pacientes com fatores de risco cardiovascular preexistentes (hipertensão, diabetes, dislipidemia, doença cardíaca) que podem ter maior suscetibilidade à cardiotoxicidade, permitindo otimizar o manejo e estratificar o risco.
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