HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
obre a cardiotoxicidade no tratamento oncológico assinale a alternativa incorreta.
Cardiotoxicidade oncológica: prevalência ↑ em >65 anos, sexo feminino, comorbidades pré-existentes.
A cardiotoxicidade é uma complicação séria do tratamento oncológico, mas sua prevalência é maior em idosos (>65 anos), mulheres e pacientes com comorbidades cardiovasculares pré-existentes, e não em crianças pequenas do sexo masculino e caucasianos, como a alternativa incorreta sugere.
A cardiotoxicidade é uma complicação significativa e crescente do tratamento oncológico, impactando a morbidade e mortalidade de sobreviventes de câncer. Ela pode ser definida como qualquer alteração estrutural, elétrica ou funcional no miocárdio induzida por agentes quimioterápicos, imunoterápicos ou radioterapia. A prevalência é alta, sendo a segunda causa mais frequente de complicação, perdendo apenas para a neutropenia. A fisiopatologia da cardiotoxicidade é complexa e varia conforme o agente. Antraciclinas, por exemplo, geram radicais livres que danificam cardiomiócitos, enquanto terapias-alvo podem interferir em vias de sinalização cardíaca. Os fatores de risco para o desenvolvimento de cardiotoxicidade incluem idade avançada (geralmente >65 anos), sexo feminino, presença de comorbidades cardiovasculares pré-existentes (hipertensão, diabetes, dislipidemia), radioterapia prévia no tórax e doses cumulativas elevadas dos quimioterápicos. O manejo da cardiotoxicidade envolve a estratificação de risco pré-tratamento, monitoramento cardíaco regular (ecocardiograma, biomarcadores) e, quando necessário, o uso de cardioprotetores ou o ajuste do esquema terapêutico. A perda de células musculares cardíacas, especialmente em crianças, pode prejudicar o crescimento do coração e levar a uma massa ventricular esquerda inadequada, com consequências a longo prazo.
Os principais agentes quimioterápicos associados à cardiotoxicidade incluem as antraciclinas (ex: doxorrubicina), que causam dano miocárdico dose-dependente, e os agentes anti-HER2 (ex: trastuzumabe), que podem levar à disfunção ventricular reversível.
Fatores de risco incluem idade avançada (>65 anos), sexo feminino, doenças cardiovasculares pré-existentes (hipertensão, diabetes, dislipidemia, doença coronariana), radioterapia prévia na região torácica e doses cumulativas elevadas de quimioterápicos cardiotóxicos.
O monitoramento da cardiotoxicidade geralmente envolve a avaliação da função ventricular esquerda por ecocardiograma antes, durante e após o tratamento. Biomarcadores cardíacos como troponinas e peptídeos natriuréticos também podem ser utilizados para detecção precoce de lesão miocárdica.
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