São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Os riscos Doença cardiovascular e câncer variam de acordo com o tratamento do câncer. Sendo assim, está correto que:
Tratamentos oncológicos podem causar ampla gama de cardiotoxicidades, de disfunção ventricular assintomática a IC grave e eventos coronarianos.
A cardiotoxicidade é uma complicação significativa do tratamento oncológico, abrangendo um espectro de manifestações que vão desde disfunção ventricular assintomática e reversível até insuficiência cardíaca sintomática e irreversível, além de síndromes coronarianas agudas, arritmias, hipertensão e doença vascular periférica. O manejo exige uma abordagem multidisciplinar em cardio-oncologia.
A cardiotoxicidade é uma preocupação crescente na oncologia moderna, à medida que os avanços nos tratamentos aumentam a sobrevida dos pacientes com câncer. No entanto, muitos agentes quimioterápicos, imunoterápicos, terapias-alvo e a radioterapia torácica podem ter efeitos adversos significativos sobre o sistema cardiovascular. A compreensão desses riscos é crucial para a prática clínica e para a preparação de residentes. O espectro da cardiotoxicidade é amplo e pode variar desde disfunção ventricular assintomática e reversível até insuficiência cardíaca sintomática e irreversível. Outras manifestações incluem síndromes coronarianas agudas (por vasospasmo, trombose ou aterosclerose acelerada), pericardite, miocardite, arritmias cardíacas (supraventriculares e ventriculares), hipertensão arterial sistêmica e doença vascular periférica. A patogênese é complexa e depende do agente, dose, duração do tratamento e fatores de risco preexistentes do paciente. A abordagem da cardio-oncologia visa otimizar o tratamento do câncer enquanto minimiza os danos cardíacos. Isso envolve uma avaliação cardiovascular pré-tratamento, monitoramento regular da função cardíaca (por exemplo, com ecocardiograma e biomarcadores), manejo agressivo dos fatores de risco cardiovascular e, em alguns casos, o uso de agentes cardioprotetores. O reconhecimento precoce e a intervenção são essenciais para preservar a função cardíaca e a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.
Quimioterápicos como antraciclinas (ex: doxorrubicina), agentes alquilantes, inibidores de tirosina quinase, terapias alvo (ex: trastuzumabe) e radioterapia torácica são frequentemente associados a diferentes formas de cardiotoxicidade.
As manifestações incluem disfunção ventricular esquerda (com ou sem insuficiência cardíaca), doença coronariana (incluindo infarto), hipertensão arterial, arritmias (supraventriculares e ventriculares), pericardiopatias e doença vascular periférica.
O monitoramento envolve avaliação da função ventricular (ecocardiograma, fração de ejeção), biomarcadores cardíacos e controle de fatores de risco cardiovascular. A prevenção pode incluir o uso de cardioprotetores (ex: dexrazoxano com antraciclinas) e otimização do tratamento oncológico.
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