HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2021
Antes do início do tratamento antineoplásico é fundamental acessar o risco de cardiotoxicidade - CT, levando em consideração o item correto:
Avaliação de cardiotoxicidade pré-quimio é essencial, especialmente com antraciclinas e trastuzumabe.
A cardiotoxicidade é uma complicação grave do tratamento antineoplásico, sendo fundamental a avaliação pré-tratamento para identificar pacientes de risco. Drogas como antraciclinas e trastuzumabe são bem conhecidas por seu potencial cardiotóxico, exigindo monitoramento cardíaco rigoroso.
A cardiotoxicidade induzida por tratamento antineoplásico é uma preocupação crescente na oncologia, à medida que a sobrevida dos pacientes com câncer aumenta. É definida como qualquer dano ao coração ou vasos sanguíneos causado por agentes quimioterápicos ou radioterapia. A prevalência varia de acordo com a droga, dose e fatores de risco do paciente, mas pode afetar significativamente a qualidade de vida e a sobrevida a longo prazo. A fisiopatologia da cardiotoxicidade é complexa e específica para cada droga. As antraciclinas, por exemplo, causam dano oxidativo e apoptose de cardiomiócitos, levando à disfunção ventricular esquerda progressiva e irreversível. O trastuzumabe, um anticorpo monoclonal anti-HER2, causa disfunção miocárdica reversível, mas pode exacerbar o dano causado por antraciclinas. A avaliação pré-tratamento é crucial para identificar pacientes de alto risco (idosos, com comorbidades cardíacas pré-existentes, ou que receberão altas doses de drogas cardiotóxicas). O manejo envolve a estratificação de risco, monitoramento cardíaco regular durante e após o tratamento (ecocardiograma, biomarcadores), e estratégias cardioprotetoras, como o uso de dexrazoxano com antraciclinas em pacientes selecionados. Em caso de desenvolvimento de disfunção cardíaca, a modificação do esquema quimioterápico ou o início de terapia para insuficiência cardíaca podem ser necessários, visando minimizar o impacto cardíaco sem comprometer o tratamento oncológico.
As antraciclinas (como doxorrubicina) e o trastuzumabe são as drogas mais conhecidas por induzir cardiotoxicidade, mas outros agentes como ciclofosfamida, 5-fluorouracil e inibidores de tirosina quinase também podem causar danos cardíacos.
A avaliação inclui anamnese detalhada, exame físico, eletrocardiograma e, principalmente, ecocardiograma para avaliar a função ventricular esquerda (fração de ejeção). Biomarcadores cardíacos também podem ser úteis.
A cardiotoxicidade pode ser aguda (arritmias, miocardite), subaguda (pericardite) ou crônica (disfunção ventricular esquerda, insuficiência cardíaca), sendo esta última a mais preocupante e frequentemente irreversível.
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