HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
A prevenção da cardiotoxicidade deve ser realizada em todos os pacientes com câncer, com o reconhecimento dos fatores de risco cardiovasculares desde a consulta inicial, sendo recomendadas as seguintes medidas:
Prevenção cardiotoxicidade = controle rigoroso FRCV + estilo de vida saudável em pacientes oncológicos.
A prevenção da cardiotoxicidade em pacientes com câncer envolve uma abordagem multifacetada, focando no controle rigoroso dos fatores de risco cardiovasculares tradicionais e na promoção de um estilo de vida saudável, incluindo cessação de tabagismo e alcoolismo, dieta balanceada e exercícios físicos.
A cardiotoxicidade é uma complicação relevante do tratamento oncológico, que pode comprometer a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes com câncer. Com o avanço das terapias e o aumento da sobrevida, a cardio-oncologia emergiu como uma subespecialidade crucial, focada na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares em pacientes com câncer. A prevenção da cardiotoxicidade deve ser uma prioridade desde a primeira consulta, com a identificação e manejo rigoroso dos fatores de risco cardiovasculares tradicionais. Isso inclui o controle da hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia, que são comorbidades comuns e que podem exacerbar o risco de dano cardíaco induzido pela quimioterapia. Além do controle farmacológico, a modificação do estilo de vida é essencial. A cessação do tabagismo e do alcoolismo, a adoção de uma dieta saudável para manutenção de um peso adequado (IMC entre 18 e 24 kg/m²) e a prática regular de exercícios físicos são medidas fundamentais. Essa abordagem integrada visa otimizar a saúde cardiovascular do paciente, permitindo que ele tolere melhor o tratamento oncológico e tenha um melhor prognóstico a longo prazo.
As antraciclinas (ex: doxorrubicina) são classicamente associadas à cardiotoxicidade dose-dependente. Outras classes incluem trastuzumabe, inibidores de tirosina quinase e inibidores de checkpoint imunológico, cada um com mecanismos distintos.
O cardiologista tem um papel fundamental na avaliação pré-tratamento, estratificação de risco, monitoramento durante e após a terapia oncológica, e no manejo de complicações cardiovasculares, atuando em conjunto com o oncologista na cardio-oncologia.
Um estilo de vida saudável, com cessação de tabagismo e alcoolismo, dieta equilibrada, controle de peso e atividade física regular, otimiza a saúde cardiovascular e pode mitigar o risco de cardiotoxicidade induzida pelo tratamento oncológico, melhorando o prognóstico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo