INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma paciente primigesta, de 30 anos, com 24 semanas de gestação, encontra-se internada em uma maternidade para introdução de insulina, devido a diabetes gestacional, a fim de obter melhor controle metabólico. A paciente relata que o bebê tem se mexido menos nas últimas 24 horas. O médico indica a realização de uma cardiotocografia de repouso. Nesse caso, a indicação da cardiotocografia está
CTG < 28-30s gestação = alta taxa falso-positivos devido imaturidade SN autônomo fetal.
A cardiotocografia de repouso não é o exame de escolha para avaliação de vitalidade fetal antes de 28-30 semanas de gestação, devido à imaturidade do sistema nervoso autônomo fetal, que leva a uma alta taxa de resultados falso-positivos e intervenções desnecessárias.
A avaliação da vitalidade fetal é um componente essencial do pré-natal de alto risco, especialmente em condições como o diabetes gestacional, que pode aumentar o risco de complicações fetais. A cardiotocografia de repouso (CTG) é um método comum para monitorar o bem-estar fetal. No entanto, a indicação da CTG deve considerar a idade gestacional. Antes de 28 a 30 semanas de gestação, o sistema nervoso autônomo fetal, responsável pela regulação da frequência cardíaca e sua variabilidade, ainda está em desenvolvimento. Isso significa que padrões de não-reatividade ou variabilidade reduzida podem ser fisiológicos e não indicativos de sofrimento fetal. A realização da CTG em idades gestacionais precoces pode levar a uma alta taxa de resultados falso-positivos, gerando ansiedade desnecessária, intervenções médicas e até iatrogenias. Nesses casos, outros métodos como a ultrassonografia com Doppler e a avaliação do perfil biofísico fetal (sem o componente da CTG) são mais adequados para uma avaliação precisa da vitalidade fetal.
A cardiotocografia de repouso é mais confiável a partir de 28-30 semanas de gestação, quando o sistema nervoso autônomo fetal está mais maduro, permitindo uma interpretação acurada dos padrões de frequência cardíaca fetal.
Antes de 28 semanas, a ultrassonografia com Doppler de artérias umbilicais e cerebrais médias, bem como a avaliação do perfil biofísico fetal (sem CTG), são mais apropriados para monitorar o bem-estar fetal em gestações de alto risco.
Em idades gestacionais precoces, o sistema nervoso autônomo do feto ainda é imaturo, resultando em menor variabilidade da frequência cardíaca e menor reatividade, o que pode levar a resultados falso-positivos de não-reatividade e intervenções desnecessárias.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo