CTG Não Reativa e Diminuição Fetal: Próximos Passos

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Primigesta, 28 anos de idade, 30 semanas de gestação, refere diminuição da movimentação fetal. Foi submetida a exame de cardiotocografia com estimulo conforme apresentado na imagem.Nesse caso, a denominação do padrão da cardiotocografia anteparto e o próximo passo na conduta a ser adotada para o melhor cuidado da gestante, respectivamente, são

Alternativas

  1. A) hiporreativo; interromper a gestação por cesárea.
  2. B) não reativo; realizar perfil biofísico fetal.
  3. C) não tranquilizador; realizar teste de tolerância às contrações uterinas.
  4. D) inativo; realizar cardiotocografia computadorizada.
  5. E) hiporreativo; realizar nova cardiotocografia com 6 horas.

Pérola Clínica

CTG não reativa + ↓ movimentação fetal → investigar bem-estar fetal com perfil biofísico.

Resumo-Chave

Uma cardiotocografia não reativa, especialmente em um contexto de diminuição da movimentação fetal, indica a necessidade de investigação adicional do bem-estar fetal, sendo o perfil biofísico fetal o próximo passo recomendado para avaliar múltiplos parâmetros.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) anteparto, também conhecida como teste não estressante (NST), é um método de avaliação do bem-estar fetal amplamente utilizado no terceiro trimestre da gestação, especialmente em casos de gestações de alto risco ou quando há queixas maternas como diminuição da movimentação fetal. O objetivo é monitorar a frequência cardíaca fetal (FCF) em resposta aos movimentos fetais, buscando identificar padrões que sugiram hipóxia ou acidose fetal. Uma CTG reativa é tranquilizadora, caracterizada por duas ou mais acelerações da FCF em 20 minutos, com amplitude de pelo menos 15 bpm e duração de 15 segundos. Quando a CTG é não reativa, ou seja, não apresenta as acelerações esperadas, ou a variabilidade da FCF está comprometida, isso indica a necessidade de investigação adicional. A diminuição da movimentação fetal é um sinal de alerta importante que pode preceder o óbito fetal e, quando associada a uma CTG não reativa, aumenta a preocupação com o bem-estar do feto. Nesses casos, a conduta imediata não é a interrupção da gestação, mas sim uma avaliação mais aprofundada. O próximo passo recomendado após uma CTG não reativa, especialmente com diminuição da movimentação fetal, é a realização do perfil biofísico fetal (PBF). O PBF combina a CTG com uma ultrassonografia para avaliar outros parâmetros como movimentos fetais, tônus fetal, movimentos respiratórios fetais e volume de líquido amniótico. Cada parâmetro recebe uma pontuação, e a soma total fornece uma avaliação mais abrangente do bem-estar fetal, auxiliando na decisão sobre a conduta obstétrica, que pode variar desde o acompanhamento rigoroso até a interrupção da gestação, dependendo da pontuação e do contexto clínico.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza uma cardiotocografia não reativa?

Uma CTG não reativa é caracterizada pela ausência de acelerações da frequência cardíaca fetal (FCF) ou pela presença de acelerações insuficientes em um período de 20-40 minutos, além de variabilidade reduzida.

Quando o perfil biofísico fetal é indicado?

O perfil biofísico fetal é indicado quando a cardiotocografia é não reativa, em casos de diminuição da movimentação fetal, restrição de crescimento intrauterino, oligodramnia, ou outras condições que sugiram comprometimento fetal.

Quais parâmetros são avaliados no perfil biofísico fetal?

O perfil biofísico fetal avalia cinco parâmetros: cardiotocografia (reatividade), movimentos fetais, tônus fetal, movimentos respiratórios fetais e volume de líquido amniótico.

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