SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Gestante primigesta a termo, de risco habitual, é atendida na maternidade do HPM em trabalho de parto espontâneo. Ao exame: útero eutônico, atividade uterina 4/10'/45'', BCF: 144 bpm, toque: colo central, 100% apagado, 9 cm dilatado, bolsa rota, apresentação cefálica, no plano 0. Ao longo do acompanhamento a residente observou alteração do batimento cardiofetal, optando por realizar uma cardiotocografia intraparto. Observe o traçado abaixo. Com relação ao quadro clínico descrito acima, diante do resultado da cardiotocografia apresentada, assinale a alternativa que apresenta qual a conduta obstétrica mais adequada:
Traçado cardiotocográfico não tranquilizador (Cat. III ou II grave) em trabalho de parto → Cesárea de urgência para evitar hipóxia fetal.
Diante de um traçado cardiotocográfico intraparto que indica sofrimento fetal (ex: categoria III com bradicardia persistente, variabilidade ausente com desacelerações tardias ou variáveis recorrentes), a conduta mais adequada é a interrupção imediata da gestação, geralmente por cesárea de urgência, para prevenir hipóxia e acidose fetal.
A cardiotocografia intraparto é uma ferramenta essencial para a avaliação contínua do bem-estar fetal durante o trabalho de parto. Ela registra a frequência cardíaca fetal (FCF) e a atividade uterina, permitindo a identificação de padrões que podem indicar hipóxia fetal e acidemia. A interpretação correta do traçado é fundamental para guiar a conduta obstétrica e prevenir desfechos adversos. Os traçados cardiotocográficos são classificados em três categorias: Categoria I (normal, tranquilizador), Categoria II (indeterminado, requer vigilância e, por vezes, intervenção) e Categoria III (anormal, não tranquilizador, indicativo de acidemia fetal e requer intervenção imediata). Um traçado de Categoria III é caracterizado por variabilidade ausente da linha de base com bradicardia fetal, desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou um padrão sinusoidal. Diante de um traçado de Categoria III ou de um traçado de Categoria II que não melhora com medidas de reanimação intrauterina (como mudança de decúbito, oxigenoterapia e hidratação), a conduta mais adequada é a interrupção imediata da gestação. Em um cenário de trabalho de parto avançado, como 9 cm de dilatação, a decisão entre parto vaginal operatório (fórceps/vácuo) e cesárea depende da apresentação fetal, plano e condições maternas, mas a prioridade é a extração rápida do feto para evitar danos neurológicos permanentes devido à hipóxia. A cesárea de urgência é frequentemente a opção mais segura e rápida em situações de sofrimento fetal agudo.
Um traçado de Categoria III é caracterizado por variabilidade ausente da linha de base com bradicardia fetal ou desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou padrão sinusoidal. Indica acidemia fetal e requer intervenção imediata.
A cesárea de urgência é indicada quando o traçado cardiotocográfico é classificado como Categoria III ou Categoria II persistente e grave, com sinais de sofrimento fetal que não respondem a medidas de reanimação intrauterina.
Medidas incluem mudança de decúbito materno (lateral esquerdo), oxigenoterapia suplementar para a mãe, hidratação intravenosa, suspensão de ocitocina e, em alguns casos, tocolíticos para reduzir a atividade uterina.
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