FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2021
Luciana, primogesta de 39 semanas, está em trabalho de parto na maternidade. Ausculta cardíaca fetal: 108 bpm. Na cardiotocografia, fica evidenciado: variabilidade menor que 10 bpm e ausência de acelerações transitórias e movimentação fetal ausente mesmo após estímulo. Sobre esse caso clínico, é correto afirmar que o exame indica _______________ e o diagnóstico, no momento, é _______________. A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é
CTG: Bradicardia + variabilidade ↓ + acelerações ausentes → Padrão não tranquilizador = Sofrimento fetal agudo.
A cardiotocografia é crucial para avaliar o bem-estar fetal no trabalho de parto. Um padrão não tranquilizador, caracterizado por bradicardia, variabilidade reduzida e ausência de acelerações, indica hipóxia fetal e requer intervenção imediata para prevenir danos neurológicos ou óbito.
A cardiotocografia (CTG) é um método de monitoramento eletrônico da frequência cardíaca fetal (FCF) e das contrações uterinas, amplamente utilizado para avaliar o bem-estar fetal, especialmente durante o trabalho de parto. Sua importância reside na capacidade de identificar precocemente sinais de hipóxia fetal, permitindo intervenções que podem prevenir morbidade e mortalidade neonatal. A interpretação correta da CTG é uma habilidade fundamental para residentes em ginecologia e obstetrícia. A avaliação da CTG baseia-se em cinco parâmetros principais: linha de base da FCF, variabilidade, acelerações, desacelerações e contrações uterinas. Um padrão não tranquilizador é caracterizado por achados como bradicardia persistente (FCF < 110 bpm), taquicardia sustentada (FCF > 160 bpm), variabilidade reduzida (< 5 bpm) ou ausente, e a presença de desacelerações tardias ou variáveis graves. A ausência de acelerações transitórias, mesmo após estímulo, também é um sinal preocupante. O diagnóstico de sofrimento fetal agudo é estabelecido quando há evidências de comprometimento da oxigenação fetal, manifestado por um padrão não tranquilizador na CTG, que pode levar à acidose e danos orgânicos. A conduta imediata inclui medidas de reanimação intrauterina, como mudança de decúbito materno, administração de oxigênio e hidratação. Se o padrão persistir ou piorar, a interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência, é indicada para evitar sequelas permanentes ao feto.
Os principais achados incluem bradicardia fetal (FCF < 110 bpm), taquicardia persistente, variabilidade reduzida ou ausente, desacelerações tardias ou variáveis graves e ausência de acelerações transitórias.
A conduta inicial envolve medidas de reanimação intrauterina (mudança de decúbito materno, oxigenoterapia, hidratação venosa) e, se não houver melhora, a interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência.
A variabilidade da FCF reflete a interação entre os sistemas nervoso simpático e parassimpático, sendo um indicador sensível da oxigenação e do estado neurológico fetal. Variabilidade reduzida ou ausente sugere hipóxia ou acidose.
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