Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Uma paciente dá entrada na maternidade em trabalho de parto a termo. O pré-natal transcorreu sem complicações. Durante a internação, é realizada cardiotocografia que evidencia desacelerações periódicas durante as contrações uterinas e com intervalo de decalagem de 10 segundos. Essas desacelerações têm o nome de DIP:
DIP I = desaceleração precoce, coincide com contração uterina, intervalo de decalagem < 20s, geralmente benigno.
As desacelerações periódicas que coincidem com o pico da contração uterina e apresentam um intervalo de decalagem inferior a 20 segundos são classificadas como DIP I (desacelerações precoces), geralmente benignas e associadas à compressão cefálica.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial no monitoramento fetal intraparto, permitindo a avaliação da vitalidade fetal através da frequência cardíaca fetal (FCF) e da atividade uterina. As desacelerações da FCF são classificadas de acordo com sua relação temporal com as contrações uterinas, sendo as desacelerações precoces (DIP I) um padrão comum e geralmente benigno. O reconhecimento correto desses padrões é crucial para a tomada de decisões clínicas. As desacelerações DIP I são caracterizadas por uma queda gradual e simétrica da FCF, que se inicia e se recupera em sincronia com a contração uterina, com o ponto mais baixo (nadir) da desaceleração coincidindo com o pico da contração. O intervalo de decalagem, que é o tempo entre o pico da contração e o nadir da desaceleração, é tipicamente inferior a 20 segundos. Fisiologicamente, são atribuídas à compressão da cabeça fetal, que estimula o nervo vago e causa bradicardia reflexa. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação da CTG. Enquanto as desacelerações DIP I geralmente não indicam sofrimento fetal e não requerem intervenção imediata, as desacelerações tardias (DIP II) e variáveis (DIP III) podem sinalizar hipóxia fetal e demandar avaliação e conduta urgentes. A distinção precisa entre esses padrões é vital para garantir a segurança materno-fetal e evitar intervenções desnecessárias ou tardias.
As desacelerações DIP I são desacelerações periódicas que iniciam e terminam aproximadamente ao mesmo tempo que as contrações uterinas, com um nadir que coincide com o pico da contração e um intervalo de decalagem inferior a 20 segundos.
São causadas pela compressão da cabeça fetal durante a contração, levando a um reflexo vagal. Geralmente são benignas e não indicam hipóxia fetal, sendo consideradas uma resposta fisiológica ao trabalho de parto.
DIP I se diferencia de DIP II (tardias) por sua relação temporal com a contração (coincidente vs. tardia) e de DIP III (variáveis) pela sua forma uniforme e relação consistente com as contrações, ao invés de serem irregulares e de início abrupto.
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