Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
Dentre os métodos de avaliação do bem-estar fetal antes do parto está a cardiotocografia fetal, com indicações estabelecidas no acompanhamento anteparto de gestações na presença de algumas patologias e também utilizadas no acompanhamento de pacientes, chamadas de risco habitual com alguma intercorrência como gestação prolongada. Sobre essa propedêutica fetal, é INCORRETO afirmar:
FCF basal normal (termo) = 110-160 bpm; > 160 bpm = taquicardia fetal.
A cardiotocografia avalia a integridade do SNC fetal. A linha de base reflete o equilíbrio autonômico; valores acima de 160 bpm são patológicos e exigem investigação de hipóxia ou febre materna.
A cardiotocografia (CTG) é um método biofísico de avaliação da vitalidade fetal que analisa a frequência cardíaca fetal (FCF) e sua relação com a atividade uterina e movimentos fetais. A linha de base normal situa-se entre 110 e 160 bpm. Valores acima de 160 bpm configuram taquicardia, que pode estar associada a hipóxia fetal inicial, febre materna, infecção ovular (corioamnionite), prematuridade extrema ou uso de medicações beta-miméticas. A variabilidade é o parâmetro mais fidedigno de oxigenação cerebral fetal. A presença de acelerações transitórias confirma o bem-estar fetal no momento do exame, indicando um sistema nervoso central íntegro e oxigenado. A CTG computadorizada traz maior acurácia ao quantificar a variabilidade milissegundo a milissegundo, sendo fundamental em protocolos de vigilância de fetos com RCIU.
Uma cardiotocografia é considerada reativa quando apresenta uma linha de base entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm) e pelo menos 2 acelerações transitórias (aumento de 15 bpm por 15 segundos) em um traçado de 20 minutos.
Caso o traçado inicial de 20 minutos não apresente acelerações (não reativo), o exame deve ser estendido por mais 20 minutos (totalizando 40 minutos) para descartar o ciclo de sono fetal, que é a causa mais comum de ausência transitória de acelerações.
A CTG computadorizada (como o sistema Dawes-Redman) elimina a subjetividade da análise visual, permitindo a medição precisa da variabilidade de curto prazo (VCP). É especialmente útil no manejo da Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) precoce, onde a queda da VCP precede a acidose fetal.
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