Cardiotocografia Normal: Conduta no Trabalho de Parto

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023

Enunciado

Primigesta, 34 anos, 39 semanas de gestação, esta na sala de PPP (pre parto, parto e puerpério). No seu plano de parto, a única consideração da paciente é que ela não quer a utilização de ocitocina. A paciente encontra-se em fase ativa de trabalho de parto, com contrações efetivas e 6 cm de dilatação. Você decide instalar uma Cardiotocografia intra parto e no traçado você observa uma Frequência Cardíaca Fetal de 130bpm, com variabilidade moderada. Frente a esse resultado de Cardiotocografia, qual a sua conduta imediata?

Alternativas

  1. A) Expectante.
  2. B) Indica Cesárea.
  3. C) Indica Analgesia.
  4. D) Indica medidas de reanimação intrauterina.
  5. E) Indica repetir a Cardiotocografia em 15 minutos.

Pérola Clínica

FCF 110-160bpm + variabilidade moderada = Cardiotocografia Categoria I → Bem-estar fetal.

Resumo-Chave

Uma cardiotocografia com FCF na faixa normal (110-160 bpm) e variabilidade moderada (6-25 bpm) indica um padrão de Categoria I, que é altamente preditivo de bem-estar fetal e ausência de acidemia. Nesses casos, a conduta é expectante, mantendo o monitoramento contínuo.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial para a avaliação do bem-estar fetal durante o trabalho de parto. Ela registra a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas, permitindo identificar padrões que podem indicar hipóxia fetal. A interpretação correta da CTG é crucial para evitar intervenções desnecessárias ou tardias. Os parâmetros-chave da CTG incluem a FCF basal, a variabilidade (amplitude das oscilações da FCF), a presença de acelerações e a presença e tipo de desacelerações. A FCF basal normal varia de 110 a 160 bpm. A variabilidade moderada, entre 6 e 25 bpm, é o sinal mais importante de bem-estar fetal, indicando um sistema nervoso central íntegro e bem oxigenado. Quando a CTG apresenta FCF basal normal e variabilidade moderada, é classificada como Categoria I, indicando um feto bem oxigenado e com baixo risco de acidemia. Nesses casos, a conduta é expectante, com monitoramento contínuo do trabalho de parto. Intervenções como analgesia ou cesariana só seriam consideradas se houvesse outros fatores clínicos ou alterações na CTG.

Perguntas Frequentes

Quais são os parâmetros de uma cardiotocografia normal (Categoria I)?

Uma cardiotocografia Categoria I apresenta FCF basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis e presença ou ausência de acelerações.

Quando são indicadas medidas de reanimação intrauterina?

Medidas de reanimação intrauterina são indicadas em padrões de cardiotocografia Categoria II ou III, que sugerem sofrimento fetal, como desacelerações tardias, variabilidade mínima/ausente ou bradicardia prolongada.

Qual a importância da variabilidade da FCF na avaliação fetal?

A variabilidade da FCF reflete a interação entre os sistemas nervoso simpático e parassimpático, sendo um indicador crucial da oxigenação e do bem-estar neurológico fetal. A variabilidade moderada é o sinal mais tranquilizador.

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