UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Parturiente de 39 semanas e 4 dias, primigesta, chega ao pronto socorro com queixa de dor em baixo ventre. Nega patologias obstétricas ou clínicas. Ao exame físico apresenta-se corada e hidratada, PA: 120 x 80mmHg, FC 80 bpm. Altura uterina 34cm, dinâmica uterina: 3 contrações fortes em 10 minutos, ao toque vaginal colo com dilatação de 7 cm, médio, -1 De Lee. Baseando-se na cardiotocografia abaixo, qual a classificação do traçado e a conduta correta:
Cardiotocografia Categoria I → FCF normal, variabilidade moderada, ausência de desacelerações patológicas = bem-estar fetal.
Assumindo um traçado cardiotocográfico de Categoria I (FCF basal normal, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis recorrentes), a conduta é o controle habitual do trabalho de parto, pois indica bem-estar fetal. Não são necessárias intervenções imediatas.
A cardiotocografia (CTG) é um método de monitorização eletrônica da frequência cardíaca fetal (FCF) e da atividade uterina, amplamente utilizado no trabalho de parto para avaliar o bem-estar fetal. Sua correta interpretação é crucial para identificar sinais de sofrimento fetal e guiar as condutas obstétricas, sendo um tópico de grande relevância para residentes. A classificação dos traçados em categorias I, II e III permite uma abordagem padronizada e baseada em evidências. Um traçado de Categoria I é considerado normal e tranquilizador, indicando um estado de bem-estar fetal. Seus critérios incluem FCF basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (amplitude de 6 a 25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e pode apresentar acelerações. A presença de um traçado de Categoria I no trabalho de parto significa que o feto está bem oxigenado e não requer intervenções adicionais além da monitorização contínua e do acompanhamento habitual do progresso do parto. Em contraste, traçados de Categoria II são indeterminados e exigem vigilância e intervenções para melhorar a oxigenação fetal, como mudança de decúbito, oxigenioterapia e hidratação. Traçados de Categoria III são anormais e indicam acidemia fetal, exigindo intervenção imediata, como a resolução do parto, geralmente por cesariana. A capacidade de diferenciar essas categorias e aplicar a conduta correta é fundamental para a segurança materno-fetal. Para a questão em análise, a alternativa D sugere um traçado de Categoria I, o que implica em aguardar a resolução do parto, conduta apropriada para um feto em boas condições.
Um traçado de Categoria I apresenta frequência cardíaca fetal (FCF) basal normal (110-160 bpm), variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e pode ter ou não acelerações. Indica um estado de bem-estar fetal.
A monitorização contínua é indicada em gestações de alto risco, como pré-eclâmpsia, diabetes, restrição de crescimento fetal, ou em casos de indução do trabalho de parto, uso de ocitocina, ou quando há suspeita de comprometimento fetal.
Traçados de Categoria II são indeterminados, com características que não se encaixam em Categoria I ou III, exigindo vigilância e intervenções para melhorar a oxigenação fetal. Traçados de Categoria III são anormais, indicando acidemia fetal e exigindo intervenção imediata, como resolução do parto.
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