Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Analise a cardiotocografia a seguir.(Imagem pessoal; arquivo utilizado com autorização)A interpretação correta é:
Cardiotocografia tipo 2 = traçado indeterminado, exige avaliação adicional e intervenção.
A cardiotocografia tipo 2 é um traçado indeterminado que não se encaixa nos critérios de normalidade (tipo 1) nem de anormalidade (tipo 3), exigindo avaliação adicional e, muitas vezes, intervenção para esclarecer a condição fetal e prevenir desfechos adversos.
A cardiotocografia (CTG) é um método de monitoramento da vitalidade fetal que registra a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas. É amplamente utilizada no pré-natal e durante o trabalho de parto para avaliar o bem-estar do feto e identificar sinais de sofrimento. A interpretação correta da CTG é fundamental para a tomada de decisões clínicas. A classificação da CTG é geralmente dividida em três categorias: Tipo 1 (normal), Tipo 2 (indeterminado) e Tipo 3 (anormal). O traçado Tipo 1 indica um feto bem oxigenado. O Tipo 3 indica um feto com hipóxia significativa e requer intervenção imediata. O Tipo 2, por sua vez, é o mais desafiador, pois não é claramente normal nem anormal, exigindo uma análise cuidadosa de seus componentes (FCF basal, variabilidade, acelerações, desacelerações) e do contexto clínico. A presença de um traçado Tipo 2 demanda avaliação adicional, que pode incluir estimulação vibroacústica, avaliação do pH do couro cabeludo fetal ou, dependendo da situação, a decisão de antecipar o parto. Residentes devem dominar a identificação dos padrões de CTG e as condutas associadas para garantir a segurança materno-fetal.
Uma CTG tipo 1 (normal) apresenta frequência cardíaca fetal basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis e presença de acelerações.
A CTG tipo 2 é um traçado indeterminado que não é nem normal nem anormal. Pode apresentar taquicardia, bradicardia, variabilidade mínima ou ausente, ausência de acelerações ou desacelerações variáveis/tardias intermitentes. Implica em necessidade de avaliação adicional.
Desacelerações precoces (DIP 1) são benignas e associadas à compressão cefálica. Desacelerações variáveis são comuns e indicam compressão de cordão. Desacelerações tardias (DIP 2) são preocupantes, indicando insuficiência uteroplacentária.
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