Interpretação de Cardiotocografia: Padrão Suspeito

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014

Enunciado

Uma primigesta, com 36 semanas de gestação, procura a Maternidade queixando-se de dores em baixo ventre. Ao exame: bom estado geral, afebril, altura uterina de 33 cm, dinâmica uterina presente (três a quatro contrações a cada 10 minutos, moderadas), batimentos cardiofetais presentes. Ao toque vaginal: colo fino, dilatado para 4 cm, bolsa íntegra, apresentação cefálica. A cardiotocografia de entrada é mostrada na figura abaixo: Assinale a alternativa que apresenta a interpretação da cardiotocografia e a conduta indicada:

Alternativas

  1. A) Padrão normal; inibição do trabalho de parto pré-termo.
  2. B) Padrão patológico; antibioticoterapia profilática e resolução da gestação por cesárea.
  3. C) Padrão não tranquilizador; inibição do trabalho de parto pré-termo e profilaxia para estreptococo B.
  4. D) Padrão suspeito; assistência ao trabalho de parto com monitorização contínua da frequência cardíaca fetal.

Pérola Clínica

CTG com variabilidade reduzida ou desacelerações sem padrão patológico claro = Padrão Suspeito.

Resumo-Chave

O padrão suspeito (Categoria II) exige vigilância contínua e reavaliação das condições materno-fetais, não indicando necessariamente interrupção imediata.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta fundamental na avaliação da vitalidade fetal intraparto. A classificação em categorias (I, II e III) ajuda a padronizar a conduta. A Categoria II (Suspeita) é a mais comum e desafiadora, pois engloba uma vasta gama de padrões que exigem julgamento clínico. No contexto de um trabalho de parto pré-termo (36 semanas), a estabilidade do padrão fetal é crucial para decidir entre a condução do parto ou intervenções de urgência. O monitoramento contínuo é a chave para detectar a transição para um padrão patológico (Categoria III).

Perguntas Frequentes

O que define um padrão de cardiotocografia suspeito?

Um padrão suspeito (ou Categoria II) inclui traçados que não são claramente normais nem claramente patológicos. Exemplos incluem taquicardia fetal, variabilidade mínima, ausência de acelerações após estimulação ou desacelerações variáveis acompanhadas de variabilidade conservada.

Qual a conduta diante de um padrão suspeito no trabalho de parto?

A conduta inicial é a monitorização contínua e a tentativa de correção de fatores reversíveis (reposicionamento materno, hidratação, correção de hipotensão). Se o padrão persistir ou piorar, avalia-se a necessidade de métodos complementares de vitalidade ou resolução.

Quando a CTG é considerada normal (Categoria I)?

Uma CTG Categoria I deve apresentar: linha de base entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis e presença ou ausência de acelerações.

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