UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Em relação à avaliação da vitalidade fetal pela cardiotocografia, considere as afirmativas a seguir.I. A febre materna pode aumentar a frequência cardíaca basal fetal e diminuir a variabilidade. II. O uso de opioides e de sulfato de magnésio diminuem a variabilidade. III. O padrão sinusoidal é um componente da categoria III.IV. O sono fetal está associado com a variabilidade aumentada e a frequência reduzida das acelerações. Assinale a alternativa correta.
Cardiotocografia: febre materna ↑ FC basal e ↓ variabilidade; opioides/sulfato de magnésio ↓ variabilidade; padrão sinusoidal = categoria III.
A cardiotocografia é essencial para avaliar a vitalidade fetal. Fatores como febre materna, uso de opioides e sulfato de magnésio podem alterar o traçado, impactando a frequência cardíaca basal e a variabilidade. O padrão sinusoidal é um achado grave, indicativo de comprometimento fetal severo e classificado como Categoria III.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta diagnóstica não invasiva amplamente utilizada na obstetrícia para monitorar a vitalidade fetal, avaliando a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas. Sua interpretação é crucial para identificar fetos em risco de hipóxia e acidose, permitindo intervenções oportunas. Os parâmetros avaliados incluem a frequência cardíaca basal, a variabilidade da linha de base, a presença de acelerações e desacelerações. Diversos fatores podem influenciar o traçado cardiotocográfico. A febre materna, por exemplo, pode levar a um aumento da frequência cardíaca basal fetal (taquicardia fetal) e, em alguns casos, a uma diminuição da variabilidade. Medicamentos como opioides (analgésicos) e sulfato de magnésio (usado para neuroproteção fetal e tratamento de pré-eclâmpsia) são conhecidos por diminuir a variabilidade da FCF, o que deve ser considerado na interpretação. O padrão sinusoidal é um achado de extrema gravidade na CTG, caracterizado por uma variabilidade regular e ondulatória, com amplitude de 5-15 bpm e frequência de 2-5 ciclos/min. Este padrão é um componente da Categoria III da classificação da CTG (padrão não tranquilizador), indicando comprometimento fetal grave, como anemia fetal severa, hipóxia crônica ou acidose. O sono fetal, por outro lado, é um estado fisiológico que cursa com diminuição da variabilidade e das acelerações, mas não com variabilidade aumentada, sendo importante diferenciá-lo de padrões patológicos.
Os componentes básicos incluem a frequência cardíaca basal fetal, a variabilidade da linha de base, a presença de acelerações, a presença de desacelerações (precoce, tardia, variável) e o tônus uterino.
O padrão sinusoidal é um achado grave, caracterizado por uma variabilidade de linha de base regular e ondulatória com amplitude de 5-15 bpm e frequência de 2-5 ciclos/min. Geralmente indica anemia fetal grave, hipóxia crônica ou acidose fetal, sendo classificado como Categoria III.
Durante o sono fetal, é comum observar uma diminuição temporária da variabilidade da frequência cardíaca fetal e uma redução na frequência ou ausência de acelerações. Este é um estado fisiológico e não deve ser confundido com sofrimento fetal, desde que os demais parâmetros sejam normais.
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