UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Uma secundigesta com parto vaginal anterior e sem comorbidades chega à maternidade em trabalho de parto. Dez minutos após a meia-noite, avaliado o processo de trabalho de parto, constata-se evolução normal. Realizado exame físico na paciente, verifica-se uma apresentação em plano positivo (+2), colo 100% esvaecido, com 8 centímetros de dilatação, bolsa rota. À ausculta de batimentos cardíacos fetais, o médico assistente nota uma queda nos batimentos e, por isso, opta por realizar uma cardiotocografia, cujo resultado é mostrado a seguir.Diante do traçado cardiotocográfico, assinale a opção correta.
Desacelerações precoces são fisiológicas, simétricas às contrações, indicam compressão cefálica e não requerem intervenção, apenas acompanhamento.
Desacelerações precoces na cardiotocografia são um achado benigno e fisiológico, causadas pela compressão da cabeça fetal durante a contração uterina. Elas são simétricas às contrações e não indicam sofrimento fetal, permitindo o seguimento normal do trabalho de parto.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial para o monitoramento da vitalidade fetal durante o trabalho de parto, avaliando a frequência cardíaca fetal (FCF) em relação às contrações uterinas. A interpretação correta da CTG é crucial para identificar sinais de sofrimento fetal e guiar a conduta obstétrica. Os principais parâmetros avaliados incluem a linha de base da FCF, a variabilidade, a presença de acelerações e desacelerações. As desacelerações precoces são um tipo de alteração da FCF que se caracteriza por quedas simétricas e graduais da FCF, que se iniciam e terminam com a contração uterina, com o nadir da desaceleração coincidindo com o pico da contração. Elas são consideradas um achado fisiológico e benigno, resultantes da compressão da cabeça fetal durante as contrações, o que leva a um reflexo vagal e bradicardia. Não estão associadas à hipóxia fetal ou acidose e, portanto, não indicam sofrimento fetal. No cenário descrito, com linha de base entre 110-160 bpm e variabilidade moderada (ambos normais), a presença de desacelerações precoces não requer intervenção. A conduta adequada é continuar o acompanhamento do trabalho de parto, pois o feto está bem oxigenado e as desacelerações são um reflexo normal. Intervenções como reanimação intrauterina (mudança de decúbito, hidratação, oxigênio) ou parto cesárea seriam indicadas para desacelerações tardias ou variáveis desfavoráveis, que indicam hipóxia fetal.
Desacelerações precoces são quedas transitórias e simétricas da frequência cardíaca fetal que se iniciam e terminam junto com a contração uterina. O nadir da desaceleração coincide com o pico da contração.
Elas são causadas pela compressão da cabeça fetal durante a contração uterina, o que estimula o nervo vago e resulta em bradicardia reflexa. É um achado fisiológico e benigno, não indicando hipóxia fetal.
Diante de desacelerações precoces, com linha de base e variabilidade normais, a conduta é o seguimento do acompanhamento do trabalho de parto e do parto, pois não indicam sofrimento fetal ou necessidade de intervenção.
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