FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Gestante de 39 semanas é admitida com contrações uterinas. Durante a evolução do trabalho de parto, foi realizada a cardiotocografia representada na figura abaixo. De acordo com estes dados, assinale a alternativa correta:
DIPs variáveis na CTG → compressão funicular → avaliar prolapso de cordão ou oligodramnia.
Desacelerações variáveis (DIPs variáveis) na cardiotocografia são caracterizadas por quedas abruptas e irregulares da frequência cardíaca fetal, sem relação consistente com as contrações uterinas. Elas são o padrão mais comum de desaceleração e indicam compressão do cordão umbilical, que pode ser causada por prolapso de cordão, oligodramnia ou posicionamento fetal.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial para o monitoramento do bem-estar fetal durante o trabalho de parto, avaliando a frequência cardíaca fetal (FCF) e a atividade uterina. A interpretação correta dos padrões da CTG é crucial para identificar sinais de sofrimento fetal e intervir precocemente, prevenindo desfechos adversos. As desacelerações variáveis (DIPs variáveis) são o padrão de desaceleração mais comum e refletem a compressão do cordão umbilical. Essa compressão leva à oclusão da veia umbilical (reduzindo o retorno venoso e a FCF) e, se prolongada, da artéria umbilical (aumentando a resistência vascular periférica e ativando barorreceptores, que também reduzem a FCF). O manejo das DIPs variáveis depende da sua frequência, profundidade e duração, bem como da variabilidade da FCF basal. Medidas como mudança de decúbito materno, hidratação e oxigenoterapia podem ser tentadas. Em casos de DIPs variáveis graves ou persistentes, especialmente se associadas a outros sinais de sofrimento fetal, a amnioinfusão ou o parto imediato podem ser indicados para evitar a acidose fetal.
As desacelerações variáveis são quedas abruptas (início ao nadir < 30s) e irregulares da FCF, com duração e profundidade variáveis, sem relação consistente com o pico da contração uterina. Podem ter ombros pré e pós-desaceleração.
As causas mais comuns de compressão funicular incluem prolapso de cordão, oligodramnia (volume reduzido de líquido amniótico), cordão nucal (enrolado no pescoço do feto) ou compressão do cordão entre o feto e a parede uterina.
A conduta inicial inclui mudança de decúbito materno, hidratação materna, oxigenoterapia. Se não houver melhora, pode-se considerar amnioinfusão. Em casos de DIPs variáveis graves ou persistentes com outros sinais de sofrimento fetal, o parto imediato pode ser indicado.
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