HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Gestante, 28 semanas, foi submetida a um exame de Cardiotocografia (CTG) durante uma consulta de pré-natal de rotina. A paciente apresentava em geral boa saúde, sem queixas de dores ou contrações e relatava movimentos fetais normais. Durante o exame, a Frequência Cardíaca Fetal basal foi registrada em 145 bpm, com acelerações transitórias de 12 bpm de amplitude e duração de 10 segundos. Não foram identificadas desacelerações. A paciente demonstrava preocupação, pois havia lido que acelerações maiores e mais duradouras são esperadas em gestantes mais avançadas. Com base no caso e nas modificações da Frequência Cardíaca Fetal apresentada ao longo do desenvolvimento gestacional, é CORRETO afirmar:
CTG normal em 28 semanas: FCF basal 110-160 bpm, acelerações ≥ 10 bpm e ≥ 10s.
A interpretação da cardiotocografia (CTG) varia com a idade gestacional. Em gestações com 28 a 32 semanas, acelerações transitórias com amplitude de pelo menos 10 bpm e duração de pelo menos 10 segundos são consideradas reativas e indicativas de bem-estar fetal, refletindo a maturidade do sistema nervoso autônomo. A ausência de desacelerações é um sinal tranquilizador.
A cardiotocografia (CTG) é um método de avaliação do bem-estar fetal que registra a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas. É amplamente utilizada no pré-natal de alto risco e durante o trabalho de parto. A interpretação da CTG envolve a análise da FCF basal, variabilidade, presença de acelerações e desacelerações, e sua relação com as contrações uterinas. A fisiologia da FCF e suas variações reflete a integridade do sistema nervoso autônomo fetal e sua resposta a estímulos. As acelerações transitórias são aumentos da FCF em resposta a movimentos fetais ou contrações, indicando um feto bem oxigenado. No entanto, os critérios de reatividade da CTG variam com a idade gestacional devido à maturação progressiva do sistema nervoso fetal. Para gestações com 28 a 32 semanas, uma CTG reativa é definida pela presença de pelo menos duas acelerações em 20 minutos, com amplitude de pelo menos 10 bpm acima da linha de base e duração de pelo menos 10 segundos. A partir de 32 semanas, os critérios são mais rigorosos: acelerações de pelo menos 15 bpm e duração de pelo menos 15 segundos. A ausência de desacelerações é sempre um achado favorável. Portanto, no caso de 28 semanas, as acelerações de 12 bpm e 10 segundos são perfeitamente normais e indicam bem-estar fetal.
Para gestações entre 28 e 32 semanas, a CTG é considerada reativa se houver pelo menos duas acelerações em 20 minutos, com amplitude de pelo menos 10 bpm acima da linha de base e duração de pelo menos 10 segundos.
O sistema nervoso autônomo fetal, responsável pela regulação da FCF e suas variações, amadurece ao longo da gestação. Antes de 32 semanas, a imaturidade pode resultar em acelerações de menor amplitude e frequência, que ainda são consideradas normais para a idade gestacional.
A ausência de desacelerações, especialmente as tardias ou variáveis significativas, é um sinal tranquilizador de bem-estar fetal, indicando que o feto não está sob estresse hipóxico durante o monitoramento.
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