FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Primigesta, 18 anos, idade gestacional de 38 semanas, gestação de risco usual, é internada em trabalho de parto. Exame físico geral sem alterações. Exame obstétrico: altura uterina de 35 cm, batimentos cardíacos fetais normais, 3 contrações de 30 segundos em 10 minutos de observação, colo uterino dilatado em 6 cm, apresentação cefálica, plano 0 de De Lee, bolsa íntegra. Exame cardiotocográfico: evidência linha de base da frequência cardíaca fetal de 140 bpm, variabilidade moderada, presença de acelerações transitórias e desacelerações precoces. De acordo com estes dados, assinale a alternativa correta que contém, respectivamente, a classificação do exame cardiotocográfico e a conduta:
Variabilidade moderada + DIP I (precoce) = Categoria I (Normal) → Conduta de rotina.
Traçados de Categoria I indicam estado ácido-base fetal normal e permitem a condução habitual do parto com ausculta intermitente.
A cardiotocografia intraparto visa identificar sinais de comprometimento da oxigenação fetal. A classificação em três categorias (I, II e III) padroniza a interpretação e a resposta clínica. A Categoria I é fortemente preditiva de um estado ácido-base normal no momento da observação. Em pacientes de risco usual, como a do caso clínico, a presença de acelerações e variabilidade moderada descarta acidose metabólica fetal. As desacelerações precoces são achados benignos comuns quando a apresentação está em planos mais baixos (como o plano 0 de De Lee). O manejo conservador evita cesáreas desnecessárias e intervenções iatrogênicas.
Os critérios incluem: Linha de base entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e presença ou ausência de desacelerações precoces e acelerações transitórias.
São desacelerações graduais da FCF cujo nadir coincide com o pico da contração uterina. Elas resultam do reflexo vagal causado pela compressão da cabeça fetal no canal de parto e não indicam hipóxia fetal.
A conduta é expectante, com acompanhamento habitual do trabalho de parto. A ausculta da FCF deve ser feita a cada 30 minutos no primeiro estágio (fase ativa) e a cada 15 minutos no segundo estágio (expulsivo) em gestações de baixo risco.
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