Cardiotocografia Categoria III: Manejo e Conduta Imediata

HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Primigesta, 21 anos, idade gestacional 39 semanas e 1 dia, dá entrada em emergência referindo dor em baixo ventre há 3 horas com perda de secreção semelhante a catarro por via vaginal. Ao exame físico, corada, hidratada, pressão arterial 120/70 mmHg, Altura uterina 37 cm, dinâmica de: 3 contrações de 50 segundos em 10 minutos. Toque vaginal: colo fino, 6 cm de dilatação, bolsa íntegra, apresentação cefálica, occipício esquerdo transverso, plano + 1 De Lee. Internada para condução do trabalho de parto, sendo realizada a seguinte cardiotocografia. Qual a conduta nesse caso?

Alternativas

  1. A) Cardiotocografia categoria II, decúbito lateral esquerdo e oxigenioterapia.
  2. B) Cardiotocografia não reativa, amniotomia e ocitocina.
  3. C) Cardiotocografia categoria III, resolução do parto por cesárea.
  4. D) Cardiotocografia categoria II, posição vertical e glicose hipertônica.

Pérola Clínica

CTG Categoria III → Sofrimento fetal agudo → Cesárea de emergência para resolução do parto.

Resumo-Chave

A Cardiotocografia Categoria III indica um padrão fetal não tranquilizador, com alta probabilidade de acidemia fetal. Nesses casos, a conduta é a resolução imediata do parto, geralmente por cesárea, para evitar danos neurológicos ou óbito fetal.

Contexto Educacional

A Cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na monitorização fetal intraparto, permitindo a avaliação contínua da frequência cardíaca fetal (FCF) e da atividade uterina. Sua classificação em categorias I, II e III é fundamental para guiar a conduta obstétrica. A Categoria I indica um padrão normal, a Categoria II é indeterminada e a Categoria III representa um padrão anormal, associado a um risco elevado de acidemia fetal e hipóxia, exigindo intervenção imediata. A interpretação correta da CTG é crucial para identificar precocemente o sofrimento fetal agudo. A Categoria III é definida pela ausência de variabilidade da FCF basal, acompanhada de desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou bradicardia. Um padrão sinusoidal também se enquadra na Categoria III. Esses achados indicam uma falha nos mecanismos compensatórios do feto e a necessidade de uma ação rápida para evitar desfechos adversos. Diante de uma CTG Categoria III, a conduta prioritária é a resolução do parto, preferencialmente por cesariana de emergência, para minimizar o tempo de exposição fetal à hipóxia. Medidas de reanimação intrauterina, como mudança de decúbito materno, oxigenioterapia e hidratação venosa, podem ser tentadas brevemente, mas não devem atrasar a decisão de parto se o padrão persistir. O objetivo principal é garantir a segurança do feto e prevenir sequelas neurológicas a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados de uma Cardiotocografia Categoria III?

Uma CTG Categoria III é caracterizada por variabilidade ausente da linha de base com desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou bradicardia fetal. Também inclui um padrão sinusoidal, que indica anemia fetal grave.

Qual a conduta inicial para uma Cardiotocografia Categoria III?

A conduta inicial para uma CTG Categoria III é a resolução imediata do parto, geralmente por cesariana de emergência, devido ao alto risco de acidemia fetal e hipóxia, visando prevenir sequelas neurológicas ou óbito fetal.

Como a Cardiotocografia Categoria III se diferencia da Categoria II?

A Categoria III representa um padrão claramente anormal e não tranquilizador, exigindo intervenção imediata. A Categoria II é indeterminada, com achados que não são Categoria I nem III, e pode requerer medidas de reanimação intrauterina ou monitorização mais intensiva.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo