UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
Paciente de 15 anos, G2P0A1, atualmente com 37 semanas de gestação, em seguimento em pré-natal de alto risco devido à síndrome hipertensiva gestacional. Realizou ultrassonografia obstétrica com doppler, evidenciando oligoâmnio e restrição de crescimento intrauterino. Indicada resolução da gestação, sendo encaminhada à maternidade para indução do parto, após cardiotocografia para avaliar a vitalidade fetal, conforme imagem a seguir.O traçado ao lado é classificado como
CTG Categoria III = ausência de variabilidade + bradicardia/desacelerações tardias/variáveis recorrentes.
A cardiotocografia de Categoria III indica um padrão fetal não tranquilizador, frequentemente associado a hipóxia fetal. A presença de ausência de variabilidade da linha de base, juntamente com bradicardia ou desacelerações tardias/variáveis recorrentes, exige intervenção imediata para resolução da gestação.
A cardiotocografia (CTG) é um método essencial para a avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco. Sua interpretação é crucial para identificar padrões que indicam bem-estar ou sofrimento fetal, permitindo intervenções oportunas. A classificação da CTG em categorias (I, II, III) padroniza a comunicação e a tomada de decisão clínica, sendo um tópico frequente em provas de residência e fundamental na prática obstétrica. A CTG Categoria III representa um padrão não tranquilizador, indicando alta probabilidade de acidose fetal. É caracterizada pela ausência de variabilidade da linha de base, combinada com bradicardia, desacelerações tardias recorrentes ou desacelerações variáveis recorrentes, ou um padrão sinusoidal. A fisiopatologia subjacente geralmente envolve hipóxia fetal prolongada, que afeta o sistema nervoso central e a resposta cardíaca do feto. Diante de uma CTG Categoria III, a conduta é a resolução imediata da gestação para evitar danos neurológicos ou óbito fetal. Medidas de reanimação intrauterina, como mudança de decúbito materno, hidratação e oxigenoterapia, podem ser iniciadas enquanto se prepara para o parto. O prognóstico fetal depende da rapidez da intervenção e da causa subjacente do sofrimento.
A CTG Categoria III é caracterizada pela ausência de variabilidade da linha de base, acompanhada por bradicardia fetal, desacelerações tardias recorrentes ou desacelerações variáveis recorrentes. Também inclui padrão sinusoidal.
A conduta inicial é a resolução imediata da gestação, geralmente por parto cesáreo, devido ao risco iminente de hipóxia e acidose fetal. Medidas de reanimação intrauterina podem ser tentadas enquanto se prepara para o parto.
A síndrome hipertensiva gestacional pode levar à insuficiência placentária, resultando em restrição de crescimento intrauterino, oligoâmnio e comprometimento da oxigenação fetal, que se manifesta em padrões anormais na CTG.
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