UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Paciente de 15 anos, G2P0A1, atualmente com 39 semanas de gestação, em seguimento em pré-natal de alto risco devido à síndrome hipertensiva gestacional. Indicada resolução da gestação sendo encaminhada para a maternidade para indução do parto, após cardiotocografia para avaliar a vitalidade fetal. O traçado acima é classificado como
Traçado categoria III na cardiotocografia = sofrimento fetal agudo → intervenção imediata.
Um traçado de cardiotocografia categoria III indica um padrão anormal que está associado a hipóxia e acidose fetal, exigindo avaliação e intervenção rápidas para prevenir desfechos adversos. Geralmente, caracteriza-se por variabilidade ausente com desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou bradicardia.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco, como na síndrome hipertensiva gestacional. A correta interpretação dos traçados é crucial para identificar sofrimento fetal e intervir precocemente, prevenindo desfechos adversos para o binômio mãe-feto. A classificação em categorias I, II e III auxilia na padronização da conduta. A categoria III representa um padrão patológico, indicando alta probabilidade de hipóxia e acidose fetal. Caracteriza-se por ausência de variabilidade da frequência cardíaca fetal (FCF) associada a desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, bradicardia ou padrão sinusoidal. O reconhecimento rápido desses padrões é vital, pois demandam intervenção imediata, geralmente culminando no parto de emergência. Para residentes, dominar a interpretação da CTG é fundamental. A prática constante e a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos por trás de cada padrão são indispensáveis. A síndrome hipertensiva gestacional, por exemplo, pode levar a alterações placentárias que comprometem a oxigenação fetal, tornando a vigilância da vitalidade fetal ainda mais crítica.
Um traçado Categoria III é caracterizado pela ausência de variabilidade da linha de base, juntamente com uma das seguintes condições: desacelerações tardias recorrentes, desacelerações variáveis recorrentes ou bradicardia. Também inclui o padrão sinusoidal.
A conduta imediata envolve medidas de reanimação intrauterina (mudança de decúbito, oxigenoterapia, hidratação, suspensão de ocitocina) e preparação para o parto de emergência, geralmente por cesariana, devido ao risco de acidose fetal.
A síndrome hipertensiva gestacional pode comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário, levando à insuficiência placentária e, consequentemente, à hipóxia fetal, o que se manifesta em padrões anormais da frequência cardíaca fetal.
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