FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
Primigesta com 41 semanas de idade gestacional vem referindo diminuição da movimentação fetal, tendo sido realizada a cardiotocografia a seguir. Após avaliação por toque vaginal, o colo uterino era impérvio, amolecido e anteriorizado. Qual o diagnóstico da cardiotocografia e a conduta inicial para esta paciente?
CTG Categoria 2 em gestação a termo com diminuição de MF → vigilância e reavaliação em curto prazo.
Uma cardiotocografia Categoria 2 indica um padrão indeterminado, exigindo vigilância e reavaliação em um curto período (horas), especialmente em gestação pós-termo e com queixa de diminuição da movimentação fetal, para descartar sofrimento fetal.
A cardiotocografia (CTG) é um método essencial para a avaliação do bem-estar fetal, especialmente em gestações de risco ou pós-termo. A classificação da CTG em Categorias 1, 2 e 3 orienta a conduta obstétrica. A Categoria 2 é caracterizada por padrões indeterminados, que não são claramente normais nem anormais, e requerem vigilância e reavaliação. Em uma gestante com 41 semanas e queixa de diminuição da movimentação fetal, uma CTG Categoria 2, mesmo com colo uterino desfavorável, indica a necessidade de monitoramento mais próximo. A reavaliação em algumas horas é crucial para observar a evolução do padrão fetal e decidir sobre a necessidade de intervenções, como a indução do parto ou, em casos de deterioração, a cesariana. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação da CTG e a tomada de decisão baseada nas categorias. A diminuição da movimentação fetal é sempre um sinal de alerta que exige investigação. A conduta deve ser individualizada, considerando a idade gestacional, o estado do colo e a presença de outros fatores de risco, sempre visando a segurança materno-fetal.
A CTG Categoria 2 apresenta padrões indeterminados, não sendo nem claramente normal (Categoria 1) nem claramente anormal (Categoria 3, que indica sofrimento fetal).
A conduta inicial é de vigilância e reavaliação em algumas horas, podendo incluir a realização de outros testes de bem-estar fetal, como perfil biofísico, para melhor elucidação do quadro.
A diminuição da movimentação fetal é um sinal de alerta que pode indicar comprometimento do bem-estar fetal, exigindo avaliação imediata, como a cardiotocografia e ultrassonografia com doppler.
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