Cardiotocografia Categoria I: Classificação e Conduta

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Parturiente de 39 semanas e 4 dias, primigesta, chega ao pronto-socorro com queixa de dor em baixo ventre, Nega patologias obstétricas ou clínicas. Ao exame físico, apresenta-se corada e hidratada, PA: 12 x 80mmHg, FC 80bpm. Altura uterina 34 cm, dinâmica uterina 3 contrações fortes em 10 minutos, ao toque vaginal colo com dilatação de 4cm, médio, -1 De Lee. Observe a imagem. Baseando-se na cardiotocografia apresentada, qual é a classificação do traçado e a conduta correta?

Alternativas

  1. A) Categoria III, esforços imediatos para reverter o padrão ou resolução parto.
  2. B) Categoria 0, sem conduta específica, controle habitual do trabalho de parto . 
  3. C) Categoria II, oxigenioterapia e cardiotocografia. 
  4. D) Categoria I, aguardar resolução parto. 
  5. E) Categoria II, aguardar a resolução do parto. 

Pérola Clínica

CTG Categoria I = traçado normal, indica bem-estar fetal, conduta expectante no trabalho de parto.

Resumo-Chave

A classificação da cardiotocografia é crucial para a tomada de decisão no trabalho de parto. Um traçado Categoria I indica um feto bem oxigenado e sem acidemia, permitindo a progressão natural do trabalho de parto com monitorização habitual.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na avaliação da vitalidade fetal durante o pré-natal e o trabalho de parto, sendo um tópico frequente em provas de residência. Sua correta interpretação e classificação são cruciais para a tomada de decisões clínicas, visando a segurança materno-fetal. A classificação dos traçados em Categorias I, II e III, conforme as diretrizes, orienta a conduta e a necessidade de intervenção. Um traçado Categoria I é considerado normal, indicando um feto bem oxigenado e com baixo risco de acidemia. Seus critérios incluem frequência cardíaca basal normal, variabilidade moderada e ausência de desacelerações preocupantes. A fisiopatologia por trás desses padrões reflete a integridade do sistema nervoso autônomo fetal e a adequada perfusão placentária. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação da CTG. Um traçado Categoria I permite a conduta expectante, focando no controle habitual do trabalho de parto. Intervenções desnecessárias podem aumentar o risco de cesariana e outras complicações. A compreensão aprofundada dos padrões e suas implicações é vital para uma prática obstétrica segura e baseada em evidências.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para um traçado de cardiotocografia Categoria I?

Um traçado Categoria I apresenta frequência cardíaca fetal basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e presença ou ausência de acelerações e desacelerações precoces. Indica um estado fetal normal e bem oxigenado.

Qual a conduta recomendada para um traçado CTG Categoria I?

A conduta para um traçado CTG Categoria I é a monitorização habitual do trabalho de parto. Não há necessidade de intervenções imediatas, pois o traçado indica bem-estar fetal e a progressão do parto pode ocorrer de forma fisiológica.

Como a cardiotocografia auxilia na avaliação do bem-estar fetal?

A cardiotocografia avalia o bem-estar fetal monitorando a frequência cardíaca fetal em relação às contrações uterinas. Ela permite identificar padrões que sugerem hipóxia ou acidemia fetal, guiando a equipe médica na tomada de decisões para otimizar os resultados maternos e perinatais.

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