Cardiotocografia: Interpretação e Categorias Fetais

HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015

Enunciado

Durante o acompanhamento da vitalidade fetal de gestante hipertensa, através da cardiotocografia, identificou-se os seguintes achados no traçado: Frequência cardíaca basal de 158 bpm, variabilidade de 15 batimentos, 3 acelerações transitórias em 20 minutos e uma desaceleração precoce. Diante desses achados, defina o padrão da cardiotocografia segundo a classificação por categorias. 

Alternativas

  1. A) Categoria I.
  2. B) Categoria II.
  3. C) Categoria III.
  4. D) Categoria IV.

Pérola Clínica

CTG Categoria I = FC basal normal, variabilidade moderada, acelerações presentes, sem desacelerações tardias/variáveis.

Resumo-Chave

A cardiotocografia apresenta FC basal normal (110-160 bpm), variabilidade moderada (6-25 bpm), acelerações presentes (3 em 20 min) e apenas uma desaceleração precoce, que é benigna e associada à compressão cefálica. Todos esses achados são compatíveis com uma CTG Categoria I, que indica um estado fetal normal.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é um método essencial para a avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco, como a hipertensão. Ela monitora a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas, fornecendo informações valiosas sobre o bem-estar do feto. A interpretação correta da CTG é uma habilidade fundamental para residentes em obstetrícia. A classificação da CTG em categorias (I, II, III) é um sistema padronizado para guiar a conduta clínica. A Categoria I indica um traçado normal, associado a um estado ácido-base fetal normal, e não requer intervenção. Seus critérios incluem FC basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e presença ou ausência de acelerações e desacelerações precoces. No caso apresentado, a presença de uma desaceleração precoce não altera a classificação para Categoria I, pois estas são consideradas achados benignos, geralmente relacionados à compressão cefálica durante as contrações. É crucial diferenciar as desacelerações precoces das tardias e variáveis, que podem indicar hipóxia fetal e exigir intervenção. A variabilidade moderada e as acelerações presentes reforçam o bem-estar fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para uma Cardiotocografia Categoria I?

Uma CTG Categoria I apresenta frequência cardíaca basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e presença ou ausência de acelerações e desacelerações precoces.

Qual o significado das desacelerações precoces na CTG?

Desacelerações precoces são quedas simétricas e graduais da FC fetal que coincidem com o pico da contração uterina. Elas são consideradas benignas e geralmente resultam da compressão da cabeça fetal, não indicando hipóxia ou sofrimento fetal.

Como a variabilidade da frequência cardíaca fetal é avaliada e qual sua importância?

A variabilidade é a flutuação da FC fetal em relação à linha de base e reflete a interação entre os sistemas nervosos simpático e parassimpático. Uma variabilidade moderada (6-25 bpm) é um sinal de bem-estar fetal, enquanto a variabilidade mínima ou ausente pode indicar hipóxia ou acidose.

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