HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Primigesta, 28 anos, 39 semanas, encontra-se internada para acompanhamento de trabalho de parto, de início espontâneo. Durante avaliação da ausculta fetal, foi identificado queda no batimento cardíaco fetal. Foi traçado a monitorização (cardiotocografia), conforme imagem a seguir:Nesse momento a dilatação cervical está em 8 cm de dilatação e membranas amnióticas rotas com saída de líquido claro com grumos. Qual a conclusão/laudo da cardiotocografia e a conduta mais adequada no momento?
CTG Categoria 2 → Manobras de reanimação intrauterina (O2, hidratação, decúbito lateral) + monitorização contínua.
A CTG Categoria 2 indica um padrão indeterminado que exige intervenções para melhorar a oxigenação fetal e reavaliar. As manobras de reanimação intrauterina visam otimizar o ambiente uterino antes de considerar uma intervenção mais invasiva, como a cesárea.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na monitorização fetal durante o trabalho de parto, avaliando a frequência cardíaca fetal (FCF), variabilidade, acelerações e desacelerações. Sua interpretação permite identificar padrões de bem-estar fetal ou sinais de comprometimento, guiando a conduta obstétrica. A classificação em categorias 1, 2 e 3 é crucial para a tomada de decisão, sendo a Categoria 2 a mais desafiadora por sua natureza indeterminada. A Categoria 2 da CTG indica um padrão que não é tranquilizador nem francamente patológico, exigindo atenção e intervenção. Fisiopatologicamente, pode refletir uma resposta fetal a um estresse leve a moderado, como hipóxia transitória ou compressão do cordão. O diagnóstico é feito pela análise dos parâmetros da CTG, como variabilidade mínima, ausência de acelerações, desacelerações variáveis ou tardias intermitentes, ou taquicardia/bradicardia sem outros achados preocupantes. A conduta inicial para uma CTG Categoria 2 é a implementação de manobras de reanimação intrauterina, que incluem reposicionamento materno (decúbito lateral), hidratação venosa, oxigenoterapia e suspensão de ocitocina. O objetivo é otimizar a oxigenação e perfusão uteroplacentária. A monitorização contínua é fundamental para reavaliar a resposta fetal. Se houver melhora, o trabalho de parto pode prosseguir. Se o padrão persistir ou piorar para Categoria 3, a resolução da gestação por via cirúrgica torna-se necessária para prevenir danos fetais.
A CTG Categoria 2 é caracterizada por padrões que não são nem Categoria 1 (normal) nem Categoria 3 (anormal). Inclui variabilidade mínima ou ausente sem desacelerações recorrentes, taquicardia, bradicardia, ou desacelerações variáveis/tardias intermitentes.
As manobras incluem reposicionamento da gestante (decúbito lateral), hidratação venosa, administração de oxigênio suplementar à mãe, e suspensão de ocitocina se em uso. O objetivo é melhorar a perfusão uteroplacentária.
Se a CTG Categoria 2 não melhorar com as manobras de reanimação e progredir para Categoria 3 (variabilidade ausente com desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou bradicardia), a conduta é a resolução imediata da gestação, geralmente por cesariana.
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