HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Gestante, 36 semanas, realiza um exame de Cardiotocografia para avaliar o bem-estar fetal. Durante o exame, observa-se uma Frequência Cardíaca Fetal (FCF) basal com variabilidade de 8 bpm, presença de desacelerações tardias e algumas acelerações transitórias. Com base nesse contexto e nas características da Cardiotocografia, é CORRETO afirmar:
Variabilidade FCF 6-25 bpm = moderada, indica boa oxigenação fetal; desacelerações tardias = sinal de hipóxia.
A variabilidade da FCF é um dos indicadores mais importantes do bem-estar fetal, refletindo a integridade do sistema nervoso autônomo. Uma variabilidade entre 6 e 25 bpm é considerada moderada e tranquilizadora. No entanto, a presença de desacelerações tardias é um sinal preocupante de hipóxia uteroplacentária e exige atenção.
A Cardiotocografia (CTG) é um método de monitoramento fetal amplamente utilizado no terceiro trimestre da gravidez e durante o trabalho de parto para avaliar o bem-estar fetal. Ela registra a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas, fornecendo informações valiosas sobre a oxigenação e a reserva fetal. A interpretação da CTG baseia-se em cinco parâmetros principais: FCF basal, variabilidade da FCF, presença de acelerações, presença de desacelerações e contrações uterinas. A variabilidade da FCF é um dos indicadores mais sensíveis de oxigenação fetal, sendo classificada como ausente (0-2 bpm), mínima (3-5 bpm), moderada (6-25 bpm) ou acentuada (> 25 bpm). Uma variabilidade moderada é o padrão mais tranquilizador. A presença de desacelerações tardias, mesmo com acelerações transitórias, é um sinal de alerta, pois indica insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal. Nesses casos, uma avaliação mais aprofundada ou intervenção pode ser necessária. O tratamento depende da causa subjacente e da gravidade do padrão da CTG, podendo variar de medidas de reanimação intrauterina a parto imediato.
A variabilidade da FCF representa as flutuações da frequência cardíaca fetal em torno da linha de base, refletindo a interação entre os sistemas nervosos simpático e parassimpático, e é um indicador da oxigenação e integridade neurológica fetal.
Desacelerações precoces indicam compressão cefálica; variáveis, compressão de cordão; e tardias, insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal, sendo as mais preocupantes.
Acelerações transitórias são aumentos abruptos e temporários da FCF, geralmente associados a movimentos fetais, e são um sinal de reatividade e boa oxigenação fetal. Sua ausência pode indicar sono fetal ou hipóxia.
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