Cardiotocografia: Parâmetros e Interpretação Fetal

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024

Enunciado

Sobre a cardiotocografia (CTG) considere as seguintes afirmações: I. A variabilidade da frequência cardíaca fetal (FCF) é raramente observada antes de 24 semanas, enquanto sua presença é esperada após 28 semanas de idade gestacional. II. São parâmetros avaliados: FCF basal, oscilações da FCF (variabilidade), acelerações e desacelerações da FCF. III. A bradicardia (FCF menor que 110 bpm) Pode ocorrer em casos de hipóxia fetal, doenças cardíacas do concepto, ação de drogas usadas pela mãe e fatores constitucionais. IV. As desacelerações, quando presentes, são classificadas em precoces, tardias ou variáveis, tendo todas elas relação intrínseca com as contrações uterinas.Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Somente as afirmações I e II estão corretas.
  2. B) Somente as afirmações I, II e III estão corretas.
  3. C) Somente as afirmações II e III estão corretas.
  4. D) Todas as afirmações estão corretas.

Pérola Clínica

CTG avalia FCF basal, variabilidade, acelerações e desacelerações; variabilidade ↑ após 28 semanas.

Resumo-Chave

A cardiotocografia é um método de avaliação da vitalidade fetal que analisa a frequência cardíaca fetal e suas variações em relação às contrações uterinas. A variabilidade da FCF é um indicador crucial da função neurológica fetal e amadurece com a idade gestacional, sendo mais evidente após 28 semanas.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco ou no trabalho de parto. Ela permite monitorar a frequência cardíaca fetal (FCF) e a atividade uterina, fornecendo informações valiosas sobre o bem-estar do concepto. A interpretação correta da CTG é crucial para identificar sinais de sofrimento fetal e intervir precocemente, prevenindo desfechos adversos. Os parâmetros avaliados na CTG incluem a FCF basal, a variabilidade da FCF (curta e longa duração), a presença de acelerações (aumentos transitórios da FCF) e a ocorrência de desacelerações (quedas transitórias da FCF). A variabilidade da FCF é um indicador sensível da função neurológica fetal e tende a aumentar com a idade gestacional, sendo raramente observada antes de 24 semanas e esperada após 28 semanas. A bradicardia fetal, definida como FCF menor que 110 bpm, é um achado preocupante que pode indicar hipóxia, doenças cardíacas fetais ou efeitos de medicamentos maternos. As desacelerações são classificadas em precoces (associadas a compressão cefálica), tardias (associadas a insuficiência uteroplacentária e hipóxia) e variáveis (associadas a compressão do cordão umbilical). É importante notar que nem todas as desacelerações têm relação intrínseca com as contrações uterinas; as variáveis, por exemplo, são mais relacionadas à compressão do cordão e podem ocorrer independentemente do pico da contração. O domínio da interpretação da CTG é um pilar fundamental na prática obstétrica para garantir a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros avaliados na cardiotocografia?

Os principais parâmetros são a frequência cardíaca fetal basal, a variabilidade da FCF, a presença de acelerações e a ocorrência e tipo de desacelerações (precoce, tardia, variável).

O que indica a variabilidade da frequência cardíaca fetal?

A variabilidade da FCF reflete a interação entre os sistemas nervoso simpático e parassimpático, sendo um indicador importante da oxigenação e do bem-estar neurológico fetal.

Quais as causas mais comuns de bradicardia fetal?

Bradicardia fetal pode ser causada por hipóxia fetal, doenças cardíacas congênitas, uso de certas drogas pela mãe (ex: betabloqueadores) ou fatores constitucionais do feto.

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